AnúncioAnúncio

Cultura

Dia das Mães

Celebrando o Amor Incondicional: O Dia das Mães ao Redor do Mundo

O Dia das Mães é uma data especial que reverencia o amor e a dedicação materna em todas as suas formas. É uma ocasião para celebrar e honrar as mulheres que desempenham um papel vital para o desenvolvimento de qualquer ser humano. Neste ano, mesmo diante de desafios globais, a essência dessa celebração continua vibrante e significativa em todos os cantos do planeta.


Mães Extraordinárias: Desde as mães que desempenham múltiplos papéis em casa e no trabalho até aquelas que lutam corajosamente em comunidades carentes, o Dia das Mães é um momento para reconhecer suas contribuições incomparáveis. Essas mulheres inspiradoras são os pilares de amor, apoio e força em suas famílias e comunidades.

Tradições ao Redor do Mundo: Em cada cultura, o Dia das Mães é comemorado de maneiras únicas e significativas. Desde os elaborados festivais na Índia, onde mães são homenageadas com flores e doces, até os almoços familiares na América Latina, onde gerações se reúnem para celebrar, cada país tem suas próprias tradições que refletem a importância das mães em suas vidas.

Continua depois da Publicidade

Reconhecimento em Tempos Desafiadores: Este ano, mais do que nunca, o Dia das Mães traz consigo um reconhecimento especial às mães que enfrentaram desafios extraordinários. Desde a pandemia global até crises locais, muitas mães têm sido forçadas a se adaptar e perseverar em meio a circunstâncias difíceis. Seja equilibrando trabalho remoto e educação em casa ou cuidando de entes queridos doentes, sua resiliência e amor inabalável merecem toda a admiração.

Celebração em Família: Apesar das adversidades, o Dia das Mães continua sendo uma oportunidade para as famílias se reunirem e expressarem sua gratidão. Desde presentes feitos à mão até mensagens sinceras de apreço, é um momento para demonstrar o quanto essas mulheres especiais significam para nós.

Almoço de família dá lugar a tristeza e trabalho de voluntários para animar mães em abrigos no RS

O almoço de família de Dia das Mães dos desabrigados do Rio Grande do Sul deste ano dará lugar a tristeza e a atividades comandadas por voluntários para animar as mulheres que tiveram as casas alagadas e destruídas.

Franciele Brito se olha em um espelho após ser maquiada em ação da organização em abrigo de São Leopoldo – Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

As enchentes que atingiram o estado já causaram mais de cem mortes e obrigaram mais de 600 mil pessoas a saírem de suas casas

Ginásios, instituições de ensino e associações abriram suas portas para receber os cerca de 80 mil desabrigados no estado. Voluntários e funcionários das prefeituras tentam organizar a rotina dos espaços.

Para este domingo (12), Dia das Mães, eles preparam atividades com mães e filhos a fim de animar as famílias, que, na maioria dos casos, perderam a casa, os bens e as memórias que estavam dentro dela.

No centro esportivo municipal de São Leopoldo, cidade que tem cerca de 235 mil habitantes e 180 mil desalojados, os responsáveis pelo espaço organizaram neste sábado um grande salão de beleza improvisado para as mulheres. O local chegou a abrigar 2.000 pessoas, e atualmente ainda tem 800.

A dona de casa Muriele Bronzane, 20, tem três filhos e conta que antes da chuva tinha combinado com o resto da família, que morava no mesmo bairro, um almoço para este domingo. Agora, foi para o abrigo porque, além dela, todos os parentes também perderam suas casas.

Ela gostou da iniciativa dos organizadores. “Fiz cabelo, unha e maquiagem. Foi muito bom para renovar a autoestima, se sentir mais mulher, mais mãe”, diz.

O marido dela fazia gesso e perdeu todas as ferramentas de trabalho. Muriele diz que ainda não contou para os filhos que sua residência esta tomada de água até o teto.

“Na hora que a gente voltar lá não quero levar eles para não verem a situação que ficou a casa. Todas as coisinhas deles estavam lá, o material escolar, os brinquedos, as roupas, a TV que eles gostavam”, lamenta.

A Unisinos, uma das maiores universidades privadas do país, também fez um abrigo em seu ginásio esportivo. Situada em São Leopoldo, recebe cerca de 2.000 pessoas atingidas pela enchente, com cinco refeições diárias.

Os organizadores dizem que ali se formou uma espécie de mini-prefeitura, com divisão de tarefas e responsabilidades. Professores, funcionários e alunos ajudam na gestão do abrigo.

A instituição fará uma missa com o reitor, que é padre, na manhã de domingo (12). As atividades no local não serão voltadas exclusivamente às mães. Oficinas com brincadeiras interativas e musicais também estão planejadas.

“Vamos falar que é o dia da família, porque se a gente direcionar só para as mães, como ficam as mulheres que não estão com as mães ou filhos aqui? E os homens que estão longe da mãe? Como isso vai ficar na cabeça das pessoas?”, diz a psicóloga Joana Pereira, voluntária no local.

A atendente Roseane Freitas, 23, tem um casal de filhos, um com seis meses e outra com três anos, e está na Unisinos há uma semana. Ela diz que a adaptação da filha mais velha no abrigo foi complicada.

Roseana Freitas, abrigada no abrigo da Unisinos, em São Leopoldo, com o filho de seis meses e a filha de 3 anos – Foto: Pedro Ladeira/Folhapress 

“No início foi bem difícil, porque ela não está acostumada a conviver com tantas crianças. Ela sempre foi uma criança que brincava sozinha em casa. Agora é tudo novo. Ela não gosta de dividir os brinquedos, mas já está se adaptando melhor, aprendendo com a necessidade”, afirma ela, que planeja ir à missa. “Vou se eu conseguir, porque minha menina não para, fica brincando 24 horas por dia e eu tenho que cuidar dela.”

A vendedora Janaína Lucas de Oliveira, 29, tem quatro filhos e está há uma semana no centro esportivo de São Leopoldo. “Nunca imaginei passar um Dia das Mães nessas condições e muito menos meu aniversário, que é no próximo dia 19. Já estava tudo pronto para a festa de 30 anos. Mas foi adiada. O que a gente pode fazer, não é?”, lamenta.

Ela ficou feliz com o salão de beleza improvisado no local pelos voluntários. “Bem bonita e agradável a ação. Muito bacana”, elogia.

Janaína conta que ficou amiga das pessoas que dormem nos colchões próximos ao dela e que ela chama de vizinhas. No entanto, afirma que a rotina está difícil. “Uns dormem 3h da manhã, outros às 2h, às vezes brigam”, conta.

A dona de casa Franciele Brito, 26, tem uma filha de 5 anos . “A pequena ficou doente e eu também fiquei. Dormir nesse chão é um horror. Peguei infecção no ouvido de dormir nesse chão gelado”, afirma.

Ela diz que a única pessoa da família que não foi atingida pela enchente é uma irmã que mora em Santa Catarina. O deslocamento para o outro estado vizinho está difícil. “A água nunca tinha chegado nem perto lá da minha casa. É muito triste ver o que aconteceu. E a chuva continua. Não sei quando vamos conseguir ir ver como ficou a casa”, afirma.

A dona de casa Marileia da Rosa, 40, comemora que seu filho está na casa de um amigo em local seguro, porque tem achado difícil viver no abrigo. Ela diz que morava com seu marido de aluguel e que a casa provavelmente foi destruída, porque as madeiras já estavam frágeis. Agora os dois e seus dois cachorros estão no abrigo.

Marileia da Rosa, que perdeu a casa na inundação e agora está em abrigo em São Leopoldo – Foto: Pedro Ladeira/Folhapress 

Marileia pede que o governo dê um auxílio aluguel porque prevê dificuldade na recuperação. Ela é dona de casa e o marido não consegue trabalhar devido a um enfisema pulmonar.

Ela diz que trata um quadro de depressão e que a situação a fez piorar. “Eu tomo remédio e tinha acabado. Agora consegui um. O que me atingiu mais foi a depressão, piorou muito”, afirma.

“Perdi todas minhas roupas. Está difícil até para conseguir uma calcinha e eu preciso de uma, já pedi”, afirma.

A doméstica Saionara de Oliveira, 56, está há uma semana no abrigo da Unisinos com o marido e a filha de 15 anos. Mesmo se estivesse em casa, porém, não iria fazer nenhuma celebração de Dia das Mães. “Eu não queria mesmo, faz dois meses que perdi meu filho. Mataram ele. Eu não ia comemorar”.

Dia das Mães em Portugal?

O dia das mães em Portugal é comemorado no primeiro domingo de maio, uma semana antes do Brasil.

Apesar da comemoração do feriado ser bastante semelhante à que acontece no Brasil, com reuniões familiares e entrega de presentes, ele é comemorado em uma data diferente, sempre uma semana antes. Seu nome também é outro: em Portugal, é conhecido como “Dia da Mãe“, no singular.

Mesmo assim, essas são as maiores diferenças da data comemorativa entre os dois países, o que não costuma gerar muito estranhamento entre os brasileiros que vivem em Portugal.

Nem sempre o Dia das Mães em Portugal foi comemorado em maio

Uma curiosidade sobre a celebração é que ela já passou por uma mudança de data. Entre as décadas de 1950 e 1970, o Dia das Mães era comemorado no dia 8 de dezembro em Portugal. A data havia sido escolhida por ser também o dia da Imaculada Conceição, padroeira do país.

Duas décadas depois, no entanto, a Conferência Episcopal Portuguesa solicitou que a data fosse alterada. Assim, dia  8 de dezembro passou a ser dedicado exclusivamente à santa.

A nova data selecionada foi o primeiro domingo de maio, no mês de Maria, mãe de Jesus Cristo. Dessa forma, a simbologia de homenagear uma mãe manteve-se na tradição.

Mas Portugal não está sozinho nessa tradição. Há outros países comemoram o Dia das Mães no primeiro domingo de maio. É o caso da Espanha, Moçambique, Cabo Verde e Angola.

Assim como no Brasil, não há uma comemoração de Dia das Mães específica de Portugal.

O mais comum é que os filhos ofereçam um presente à mãe e que passem o dia com ela. Pode ser à mesa, com um almoço especial repleto de comidas típicas de Portugal, ou então na realização de uma atividade cultural, ou um passeio. O importante é estar junto.

A cultura portuguesa pode ser bastante semelhante à brasileira em alguns pontos, e neste caso os costumes mantêm-se.

Origem do Dia das Mães em Portugal

A existência de um feriado dedicado às mães tem suas origens bastante remotas. Na Grécia Antiga já se comemorava essa data de alguma forma, em um dia inteiro dedicado a Rhea, mãe dos deuses. Os romanos também tinham esse hábito: celebravam a deusa Cibele.

A comemoração moderna, no entanto, foi criada nos Estados Unidos por Annie Jarvis, que perdeu a mãe na Guerra Civil americana. Ela sugeriu a criação do feriado no início do século XX para homenagear todas as mães estadunidenses.

A data foi oficialmente instituída como feriado nacional no país norte-americano em 1914, pelo então presidente Thomas Woodrow Wilson.

Já em terras lusitanas, foi adotada como feriado em Portugal em 1950, quando passou a ser comemorada em 8 de dezembro. A primeira data foi instaurada sob a iniciativa da Mocidade Portuguesa Feminina, organização juvenil do Estado Novo salazarista.

Criado em 1937, o movimento tinha como objetivo “criar a nova mulher portuguesa”, que seria “boa esposa, boa mãe, boa doméstica, boa cristã e boa cidadã”, e era obrigatório para meninas de 7 a 14 anos.

O Dia das Mães em Portugal, portanto, surge nesse contexto, de uma organização que buscava transmitir os comportamentos do regime salazarista às mulheres, especialmente ligados à vida doméstica.

Atualmente, a celebração tem como objetivo a valorização das mães, e não está relacionada aos valores do Estado Novo.

Como é comemorar o Dia das Mães em Portugal sendo brasileiro?

Em geral, os feriados que remetem à família podem ser especialmente difíceis aos brasileiros que optam por morar em Portugal, ou em outros países. Não é diferente com o Dia das Mães em Portugal.

A data é bastante celebrada em solo brasileiro. Em 2022, chegou a movimentar R$ 5,3 bilhões no país, segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).

Não é muito diferente em Portugal, onde os costumes portugueses são bastante semelhantes aos brasileiros. Quem tem a mãe por perto pode combinar um almoço ou um passeio especial, e presenteá-la na data especial.

Quem está longe da família comemora como é possível, e as tecnologias ajudam nesse sentido. Dá para aproveitar as ligações por videochamada e até para comprar um presente (ou, quem sabe, uma comida especial) e mandar entregar na casa da dela.

Uma dúvida corrente é escolher em qual dia comemorar o Dia das Mães: na data brasileira ou portuguesa? Fica a critério de cada um, mas já pensou em ter que comprar dois presentes?

Dia das mães em outros países

Atualmente, o Dia das Mães é comemorado em boa parte do mundo, mas em datas diferentes de acordo com cada país. O Brasil segue a tradição dos Estados Unidos, com o feriado instituído no segundo domingo de maio.

O Dia das Mães em Portugal, por sua vez, tem a data fixada no mesmo dia que sua vizinha Espanha, e que outros países falantes da língua portuguesa, como Angola, Moçambique e Cabo Verde. Todos eles celebram o Dia das Mães no primeiro domingo de maio.

Na Inglaterra, a tradição remonta ao século XVII, e é comemorada sempre no quarto domingo da Quaresma, conhecido como “Domingo da Mãe”.

A seguir, conheça a história do feriado em alguns outros países da Europa.

Alemanha

Diferentemente do Dia das Mães em Portugal, na Alemanha, a data tem um significado político. Ele foi criado durante a Segunda Guerra Mundial, para reconhecer as mulheres que criaram os filhos para a Vaterland, a Pátria.

Na época, foram concedidas medalhas para essas mulheres, em ouro, prata ou bronze, de acordo com a quantidade de filhos que possuíam.

Até hoje, o feriado é comemorado no segundo domingo de maio, a menos que ele caia no Pentecostes. Nesse caso, ocorre no primeiro domingo do mês. É quando costumam trocar presentes, especialmente cartões.

Reino Unido

O Mothering Sunday, ou “Domingo das Mães” britânico, é muito antigo, e sua criação remonta ao século XVII.

Criado pela Igreja, é celebrado sempre no quarto domingo da Quaresma, quando as pessoas tiravam o dia de folga e voltavam à igreja em que haviam sido batizadas (a “igreja mãe”) para passar o dia reunida à família.

Hoje, o feriado é menos religioso e conta com presentes, flores e um almoço de Dia das Mães.

França

Já se você pensa em morar na França, saiba que a celebração de Dia das Mães está relacionada à luta pelos direitos das mulheres. Foi em 1904 que elas ganharam uma honra que até então era concedida apenas aos homens.

Isso porque, na época, os homens com mais de quatro filhos recebiam uma homenagem especial do governo, para incentivar a criação de grandes famílias em uma época de baixa natalidade.

A partir de então, as mães também passaram a ser agraciadas com esse reconhecimento e, portanto, a serem consideradas chefes iguais da família.

O feriado foi decretado em âmbito nacional apenas em 1920, comemorado ainda todos os últimos domingos de maio com uma grande refeição e presentes.