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Maduro vai participar de reunião com presidentes em Brasília

Trata-se da primeira vez que o presidente venezuelano vem ao Brasil após proibição de Bolsonaro.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai reunir em Brasília na próxima terça-feira, 30, 11 dos 12 presidentes sul-americanos, numa espécie de “retiro” para debater a integração regional, fragilizada com a paralisia da Unasul (União das Nações Sul-Americanas). Lula deseja propor o retorno de um mecanismo de coordenação que envolva todos os países, apesar das divergências políticas flagrantes entre os governantes.

Foto: reprodução

O governo brasileiro confirmou nesta sexta-feira, dia 26, que recebeu a confirmação de presença dos presidentes da ArgentinaAlberto Fernández, da BolíviaLuis Arce, do ChileGabriel Boric, da ColômbiaGustavo Petro, do EquadorGuillermo Lasso, da Guiana, Irfaan Ali, do ParaguaiMario Abdo Benítez, do SurinameChan Santokhi, do UruguaiLuis Lacalle Pou, e da VenezuelaNicolás Maduro.

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É a primeira vez que o venezuelano vem ao Brasil após proibição de Bolsonaro em 2022. O ex-presidente havia assinado decreto que impedia a administração de Maduro de entrar em território nacional.

Ao assumir a presidência, Lula decidiu retomar relações diplomáticas com Maduro, tradicional aliado do PT, de forma imediata. Elas haviam sido suspensas também por Bolsonaro, que passou a não reconhecer a eleição do chavista e a aceitar como presidente encarregado do país vizinho o líder oposicionista Juan Guaidó, ex-presidente da Assembleia Nacional.

O próprio governo Bolsonaro revogou, em 30 de dezembro de 2022, o decreto que impedia a entrada de integrantes da administração de Maduro em território nacional. A medida havia sido editada em 2019, quando o ex-presidente rompeu com o país vizinho. Como a proibição caiu em cima da hora, não houve tempo de Caracas organizar a comitiva presidencial.

Em janeiro, quando Lula esteve em Buenos Aires para participar da 7ª Cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), uma reunião entre ele e Maduro chegou a ser marcada, mas o presidente venezuelano cancelou a viagem à Argentina.

O governo Lula retomou as relações com a Venezuela. O assessor especial da presidência para assuntos internacionais, o ex-chanceler Celso Amorim, visitou Caracas em março e se reuniu com Maduro. Também teve encontros com integrantes da oposição. Na época, disse ter visto um “clima de incentivo à democracia”.

A visita não foi informada previamente pelo Itamaraty e nem pelo Palácio do Planalto. A reunião dos presidentes dos países latino-americanos será realizada ao longo de toda a próxima 3ª feira (30.mai) no Itamaraty. Lula participará de todo o evento.