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Fiocruz alerta para alta de casos graves de doenças respiratórias em oito estados, entre eles, o Amazonas

Covid-19 e Influenza A impulsionam aumento de casos e internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave em ao menos oito estados; seis capitais também estão em alerta.


Covid-19 e Influenza A impulsionam aumento de casos e internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave em ao menos oito estados; seis capitais também estão em alerta

O Amazonas está entre os cinco estados brasileiros que registram nível de alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (2). O levantamento é baseado nos dados da Semana Epidemiológica 39, correspondente ao período de 21 a 27 de setembro de 2025.

Além do Amazonas, também apresentam cenário preocupante o Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso e Goiás, todos com tendência de crescimento sustentado de casos graves nas últimas seis semanas.

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Nas capitais, o alerta se estende para Belém (PA), Boa Vista (RR), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Porto Alegre (RS), que registram aumento da atividade de SRAG com indícios de crescimento contínuo.

Causas e perfil das infecções

A Covid-19 permanece como a principal causa de óbitos por SRAG nas últimas quatro semanas epidemiológicas (31 de agosto a 27 de setembro), sendo responsável por 50,9% das mortes. Outros vírus também contribuíram significativamente para os casos:

  • Rinovírus: 25,7%

  • Influenza A: 15,8%

  • Vírus sincicial respiratório (VSR): 5%

  • Influenza B: 1,8%

A influenza A tem provocado aumento de internações em praticamente todas as faixas etárias no Distrito Federal e em Goiás, locais onde o vírus apresenta uma segunda onda de circulação, considerada atípica para esta época do ano.

Imagem: Reprodução/Fiocruz

Cenário nacional: estabilidade com focos de atenção

Embora o cenário geral do país aponte estabilidade nas tendências de curto e longo prazo para SRAG, alguns estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste registram crescimento preocupante, especialmente entre crianças pequenas e idosos.

A pesquisadora Tatiana Portella, responsável pelo boletim e integrante do Programa de Computação Científica da Fiocruz (Procc/Fiocruz), alerta que a vacinação continua sendo a principal ferramenta de prevenção contra casos graves.

“Pedimos que pessoas, especialmente aquelas dos grupos de risco, verifiquem se estão com a vacinação em dia. Em caso de sintomas gripais, o ideal é o isolamento ou o uso de máscaras do tipo N95 ou PFF2”, orienta Portella.

Panorama do ano epidemiológico 2025

Até agora, em 2025, foram registrados 184.931 casos de SRAG, com 53% (97.956) testando positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos confirmados:

  • VSR: 42,7%

  • Rinovírus: 27,1%

  • Influenza A: 23,5%

  • Covid-19: 7,7%

  • Influenza B: 1,2%

O número de óbitos por SRAG em 2025 já chega a 11.161, sendo 51,9% com diagnóstico positivo para algum vírus. Destes:

  • Influenza A: 51%

  • Covid-19: 22,4%

  • Rinovírus: 13,9%

  • VSR: 11,9%

  • Influenza B: 1,8%

Regiões mais afetadas

Segundo a Fiocruz, além do Amazonas e dos já citados estados em alerta, também foram identificados sinais de aumento de casos em Maranhão, Minas Gerais, Pará e Piauí, totalizando oito estados com tendência de crescimento até a semana epidemiológica 38 (14 a 20 de setembro).

Nas capitais, Brasília, Florianópolis, São Luís e Teresina também estão com nível elevado de atividade de SRAG e tendência de alta.

O rinovírus tem sido o principal responsável pelo aumento de casos entre crianças e adolescentes no Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí e Espírito Santo. Já o VSR segue afetando principalmente crianças de até 2 anos no Amazonas. No Espírito Santo, o metapneumovírus tem contribuído para o crescimento de casos em crianças pequenas.

Grupos mais vulneráveis

As análises apontam que crianças pequenas continuam sendo as mais afetadas pela incidência de SRAG, enquanto os idosos concentram a maior parte dos óbitos. A influenza A e a Covid-19 seguem como os vírus mais letais para essa faixa etária.