Na manhã desta quinta-feira (6), o ex-deputado estadual pelo PT em São Paulo, Paulo Frateschi, morreu após ser esfaqueado pelo próprio filho, de 34 anos, segundo a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM) e nota oficial da legenda.
De acordo com a Polícia Militar, o filho de Paulo o agrediu com golpes de arma branca, atingindo-o na região da cabeça e do braço. A mãe tentou intervir e sofreu ferimentos leves.
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Amigo pessoal de Lula, o ex-deputado foi morto a facadas na manhã desta quinta-feira (06) pelo filho Francisco, de 34 anos – Foto: Reprodução
As equipes da PM foram acionadas para uma ocorrência de agressão na Rua Ponta Porã, no bairro da Lapa (zona oeste de São Paulo). No local, o jovem estaria em surto psicótico e desferiu golpes de arma branca contra o pai, atingindo-o na cabeça e no braço. A mãe também interveio e sofreu ferimentos leves.
Frateschi chegou ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em parada cardiorrespiratória, recebeu atendimento de emergência, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada pela assessoria do PT.
Em nota, o PT lamentou “com profunda tristeza” a perda de Frateschi, que era ex-presidente estadual da sigla em São Paulo e figura histórica na luta democrática, desde a fundação do partido.
Além de sua dedicação ao partido, Frateschi teve papel relevante como secretário municipal de Relações Governamentais na gestão do então prefeito Fernando Haddad. Também foi anistiado político — participou de movimentos de resistência durante o regime militar e teve prisões políticas reconhecidas pela Comissão de Anistia.
O partido não divulgou detalhes sobre as condições médicas ou psicológicas do filho, que foi conduzido ao 91.º DP após a ocorrência. Investigadores buscam entender se havia histórico de doença mental ou surto anterior.
Frateschi deixa um legado de luta política, mas a tragédia reacende debates sobre saúde mental, convivência familiar e segurança dentro de residências. A família pediu privacidade no momento e a militância petista programou homenagens em memória ao companheiro.
Histórico e trajetória
Paulo Frateschi tinha longa trajetória política:
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Foi presidente estadual do PT em São Paulo e figura de destaque da legenda.
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Exerceu mandato de deputado estadual em São Paulo.
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Sua vida política incluiu resistência ao regime militar: ele chegou a ser preso e torturado na ditadura.
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Também contribuiu para formulações do partido no campo da segurança pública — por exemplo, participou como organizador ou autor em publicações do PT sobre polícia, prisões e políticas de segurança.
Tragédias familiares anteriores
A vida de Frateschi também esteve marcada por perdas:
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Em 2002, seu filho Pedro Viana Frateschi, de 7 anos, morreu em acidente na rodovia Carvalho Pinto, em Guararema (SP).
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No ano seguinte, em 2003, outro filho, Júlio Frateschi, de 16 anos, também faleceu em acidente de carro na rodovia Rio-Santos (RJ).
Impacto e reações
Diversas lideranças do PT manifestaram pesar pela morte: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou Frateschi como “homem fraterno e referência de compromisso público e político no Brasil”.
A tragédia reacende o debate sobre os desafios da saúde mental, das dinâmicas familiares e sobre violência doméstica, mesmo em ambientes de prestígio.
