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Empresário da área de supermercados prevê desabastecimento em Manaus por causa da vazante dos rios

Empresário da área de supermercados manifesta preocupação com desabastecimento em Manaus em consequência da vazante dos rios Luiz Gastaldi, sócio-fundador do Grupo Nova Era, relatou que há dez dias os navios estão retornando com cargas por não conseguirem atracar nos portos de Manaus.


O empresário Luiz Gastaldi, sócio-fundador do Grupo Nova Era, relatou que há dez dias os navios estão retornando com cargas por não conseguirem atracar nos portos de Manaus e que já há uma alta procura dos clientes por alimentos nas últimas semanas, especialmente alimentos perecíveis e congelados, e manifestou preocupação com a possibilidade de desabastecimento de alguns produtos nas prateleiras do supermercado.

O relato foi feito durante reunião organizada pela Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio AM), na última segunda-feira (16), com empresários, entidades e representantes de portos e logística para tratar das dificuldades enfrentadas com a maior vazante do rio Negro e as consequências para o Estado.

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“A gente nota um aumento de venda. Creio que já é um medo da população com a escassez que é uma situação, infelizmente, iminente de ocorrer. Vai depender muito da volta das águas e também de um problema que, quando o vice-presidente Alckmin esteve aqui ele prometeu que a solução seria fazer dragagem dos rios, mas já tem dias que ele veio e essa dragagem parece que não saiu da boa vontade e boa vontade não vai resolver o problema”, disse o empresário, de acordo com publicação no site da Fecomércio-AM.

Foto: reprodução

O rio Negro alcançou o menor nível da história, com a cota de 13,59 metros, na última segunda-feira. A estiagem, agravada pelas altas temperaturas do efeito El Niño, tem dificultado a navegação e o transporte de pessoas e cargas pelos rios do estado.

A reunião na Fecomércio-AM foi conduzida pelo seu presidente, Aderson Frota. E teve a participação de representantes do Porto Chibatão, Aliança Navegação e Logística, Log-in Logística, Super Terminais, Transportes Bertolini, Frette Intermodal, além de diretores da entidade, presidentes de sindicatos patronais, empresários do amazonas e entidades de classe como a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e a Associação Comercial do Amazonas (ACA).

O objetivo principal da reunião foi encontrar ações paliativas para minimizar os impactos da estiagem e sensibilizar as autoridades. “O que nos preocupa não é defender a economia, mas, acima de tudo, o olhar para o povo que é o mais prejudicado, principalmente no interior do Amazonas. Pessoas que estão sofrendo com a falta de água, com a falta de alimentos, entre outras necessidades. A Fecomércio está preocupada com os efeitos que vão atingir a população mais carente neste momento”, disse Aderson Frota.

Os pontos apresentados como urgentes na reunião foram a dragagem da foz do Rio Madeira e a reconstrução da BR-319, rodovia que desempenha um papel vital na integração com o restante do Brasil, facilitando o transporte de mercadorias e pessoas, além de viabilizar o escoamento da produção agropecuária, industrial e comercial do Amazonas.

“No momento em que a mercadoria, através do rodofluvial, precisa sair de Porto Velho, a embarcação não tem capacidade de navegação pelos bancos de areia e pela falta de dragagem que é fundamental neste momento. Durante a reunião, tivemos conhecimento que o DNIT já tem um programa aprovado para a realização dessa dragagem que precisa ser feita urgentemente”, disse Anderson Frota.