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Comissão de Segurança da Câmara convoca Marcos Valério a explicar delação


Operador do PT disse em depoimento à Polícia Federal que partido tinha ligações com o PCC e que administrava caixa secreto de R$ 100 milhões.

Eduardo Bolsonaro diz que prisão de ex-ministro prova autonomia da  investigação | O TEMPO

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Eduardo Bolsonaro (PL-SP) quer que o empresário Marcos Valério dê explicações na Câmara sobre sua delação premiada firmada com a Polícia Federal e homologada pelo STF, cujo conteúdo foi revelado por Veja na última sexta-feira. Valério foi o operador do escândalo do mensalão, o maior esquema de corrupção do PT antes das denúncias levantadas pela operação Lava-Jato.

Valério disse à polícia que ouviu do então secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, que o partido tinha ligações com o PCC. Ele também disse que a legenda administrava um caixa secreto de 100 milhões de reais.

Nesta segunda, Eduardo Bolsonaro protocolou um requerimento na Comissão de Segurança Pública da Câmara pedindo a convocação para que Valério explique o conteúdo de seu depoimento à PF. Segundo o deputado, “considerando o vulto que o teor de suas declarações apresenta para o escopo desta Comissão, considero de grande relevo o convite ao Sr. Marcos Valério para explanar sobre os temas em epígrafe”.

Entenda o caso

Aliados de Bolsonaro tentam, desde a última semana, propagar nas redes sociais os trechos da delação de Marcos Valério. Em especial, a parte em que o publicitário fala da relação do PT com o PCC.

O depoimento foi colhido pela Polícia Federal há mais de 10 anos. Nele, Valério explica que ouviu do então secretário-geral do PT Sílvio Pereira como funcionava a relação entre o partido e a facção.

Segundo Pereira teria contado a Valério, o empresário paulista Ronan Maria Pinto chantageava Lula para não revelar como funcionava o esquema ilegal de arrecadação da sigla.

Parte do dinheiro seria proveniente de lavagem de dinheiro do crime organizado, de acordo com o publicitário, que foi condenado a a 37 anos de cadeia após ser apontado como operador do esquema do Mensalão.

Redação Portal CINCO