O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teve um cartão de crédito internacional bloqueado pelo Banco do Brasil em razão das sanções impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, segundo revelou o jornal Valor Econômico.
O episódio é visto como constrangedor para Moraes e preocupante para o sistema financeiro nacional. Em substituição, o Banco do Brasil teria oferecido apenas um cartão de bandeira Elo — que não é aceito em território americano, limitando as opções de uso do ministro.
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Na quarta-feira (20), a Folha de S.Paulo já havia informado que Moraes teve um cartão internacional cancelado por pelo menos uma instituição financeira, mas sem identificar o banco envolvido.
Bancos sob pressão e risco global
O caso mostra que as sanções da Lei Magnitsky deixaram de ser abstratas: bancos brasileiros agora enfrentam dilemas jurídicos e financeiros graves. Especialistas alertam que as instituições correm o risco de perder contratos internacionais, sofrer bloqueios de correspondentes bancários e até encarar sanções bilionárias, caso ignorem regras americanas.
A decisão do ministro Flávio Dino, que rejeitou a aplicação automática de leis estrangeiras no Brasil, coloca as instituições em um impasse: cumprir ordens do STF ou preservar sua reputação global diante dos EUA.
Contexto político explosivo
O episódio ainda se soma ao cenário de tensão política. Segundo a Polícia Federal, as sanções impostas por Washington e o recente tarifaço teriam sido articulados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo, como forma de pressionar o STF e atingir diretamente Alexandre de Moraes.
A crise se intensifica às vésperas do julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado, marcado para o dia 2 de setembro, no qual Moraes é uma das figuras centrais.
