Data ressalta a importância do livre exercício do trabalho dos profissionais da mídia, assim como da liberdade de informação.
O Dia Nacional da Liberdade de Imprensa é comemorado nesta terça-feira, 7 de junho. A data ressalta a importância do livre exercício do trabalho dos profissionais da mídia e de veículos de imprensa, assim como da liberdade de informação, indispensável para a construção da democracia.
Momento para consolidar ainda mais, a aproximação dos veículos de comunição, junto aos jornalistas que trabalham para levar a informação à sociedade, já que sem informação não há cidadania plena. A ação também busca defender a integridade dos jornalistas profissionais que sofrem, cada vez mais, com ataques e ameaças no exercício da profissão.
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HISTÓRIA
Esse dia foi escolhido para marcar o calendário nacional porque em 7 de junho de 1977, durante a ditadura militar, cerca de três mil jornalistas assinaram um manifesto exigindo o fim da censura e a instauração de uma imprensa livre no Brasil.
Um ano e oito meses após o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, torturado até a morte por agentes do governo nos porões da ditadura militar, considerando que o AI-5 ainda estava em vigor, foi um ato de coragem desses três mil profissionais.
Quarenta e cinco anos depois, a situação evoluiu e involuiu: saímos do AI-5, veio a Nova República e a Constituição Cidadã de 1988, o trabalho da imprensa ficou bem mais livre.
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Quem foi Vladimir Herzog?
Nascido na até então Iugoslávia em 1937, Vlado veio para o Brasil ainda criança, junto de seus pais, que tiveram que fugir do antissemitismo durante a Segunda Guerra Mundial por conta de sua origem judaica. Além de jornalista, ele também era professor e dramaturgo.
Herzog se formou em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) em 1959. Embora seu nome de nascença fosse Vlado, ele passou a assinar seus trabalhos como Vladimir por julgar um nome mais comum para os brasileiros.
Após passar por diversos veículos de imprensa, como por exemplo “O Estado de S. Paulo” e “BBC“, Herzog assumiu a direção do departamento de telejornalismo da TV Cultura nos anos 1970. Até os dias atuais, o nome do prédio responsável pelo jornalismo da emissora leva seu nome.

O jornalista também passou a atuar no movimento de resistência contra a Ditadura Militar, que visava eleições diretas e liberdade de imprensa. Seus atos, junto ao seu vínculo com o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o colocaram como um dos principais alvos do regime da época.
Em 1975, durante o governo do general Ernesto Geisel, Vlado foi convocado para prestar um depoimento sobre suas ligações com o PCB. Após comparecer ao DOI-CODI, o jornalista ficou preso, assim como demais profissionais da área.
Dias depois, foi divulgado que o militante teria se suicidado dentro de sua cela. Os militares divulgaram uma foto de Herzog com um cinto amarrado em seu pescoço, como se ele tivesse se enforcado. No entanto, a imagem mostra que a vítima não estava a uma altura que possibilitasse o ato.

A foto se tornou uma das mais conhecidas na história do país e é utilizada para mostrar como o regime militar lidava com as críticas. Anos depois, o Governo Federal foi responsabilizado pela morte de Herzog.
Só em 2012 o registro de óbito de Herzog foi retificado. Segundo a Justiça, a “morte decorreu de lesões e maus-tratos sofridos em dependência do II Exército – SP (Doi-Codi)”. O jornalista virou um marco no combate à repressão e na luta pela liberdade de imprensa.
DIREITO DE ACESSO À INFORMAÇÃO
A liberdade de imprensa e o direito dos cidadãos à informação são uma garantia aos brasileiros perante a Constituição Federal. Nela, é assegurado que todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral. A imprensa tem um papel fundamental para o exercício desse direito de liberdade, assim como tem uma obrigação com a ética.
Redação Portal CINCO
