Amazonas

Arquiologia

Seca dos rios no Amazonas revela novas gravuras rupestres em Novo Airão

Expedição do ICMBio identifica sítios arqueológicos no Parque Nacional de Anavilhanas, ampliando conhecimento sobre patrimônio histórico da região.


Com a seca severa que afeta o Amazonas, novas gravuras rupestres foram descobertas no Parque Nacional de Anavilhanas, em Novo Airão. Agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mapearam três novos sítios arqueológicos que revelam registros inéditos, fortalecendo o patrimônio cultural da Amazônia.

A descoberta foi impulsionada por relatos de operadores de turismo que avistaram petróglifos expostos nas rochas devido ao baixo nível dos rios. Os locais identificados – Pedral do Najatuba, Terra Preta da Base 2 e Boca do Baependi – foram georreferenciados pela equipe, que também registrou novas inscrições em sítios conhecidos no Parque Nacional do Jaú.

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O coordenador da expedição, Lucas Ferrari, ressaltou a importância dos parques nacionais como guardiões do patrimônio arqueológico. A expedição contou com profissionais da área audiovisual para documentar as descobertas e apoiar na divulgação e preservação dos sítios históricos.

As rotas da expedição estão disponíveis digitalmente no aplicativo Wikiloc, incentivando futuras pesquisas e a conscientização pública. Os resultados serão compartilhados com o IPHAN e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) para ações conjuntas de preservação.

As recentes descobertas reforçam o impacto da seca na revelação de patrimônios históricos na região amazônica, que incluem ruínas de um forte português em Tabatinga e um navio naufragado do século XIX em Manicoré.

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