Brasil

MPF investiga Pedro Guimarães presidente da Caixa Econômica por assédio sexual a funcionárias


Ao menos cinco funcionárias acusam presidente de comportamentos inadequados no exercício do cargo, acusando-o de assédio sexual e deve deixar o cargo nesta quarta-feira (29).

Acusado atual presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, prepara a saída do governo. A expectativa é que o desligamento possa acontecer já nesta quarta-feira 29 de junho.

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Uma apuração sobre o episódio foi aberta na Procuradoria da República no Distrito Federal, e o caso tramita sob sigilo. Paralelemente, Guimarães também pode ter de prestar depoimento no Senado sobre as denúncias, mesmo se deixar o cargo. Nesta quarta-feira (29), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou convocatória do presidente da Caixa na Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Casa. Como Pedro Guimarães faz parte do conselho da Caixa, sua saída teria de acontecer via colegiado da instituição ou então por meio de renúncia.

Eis alguns relatos de assédio por funcionárias, não tendo os nomes anunciados para proteger as identidades de quem decidiu contar as histórias.

“É comum ele pegar na cintura, pegar no pescoço. Já aconteceu comigo e com várias colegas”;

“Ele trata as mulheres que estão perto como se fossem dele”;

“Ele já tentou várias vezes avançar o sinal comigo. É uma pessoa que não sabe escutar não”;

“Quando escuta, vira a cara e passa a ignorar. Quando me encontrava, nem me cumprimentava mais”.

Além de se sentir “dono” das mulheres, Pedro Guimarães também promovia funcionárias que despertavam sua atenção, segundo o relato das funcionárias. As mulheres que eram escolhidas pelo presidente do banco eram transferidas para Brasília e promovidas mesmo sem ter todos os requisitos técnicos. Essas mulheres ficam conhecidas na Caixa como “discos voadores”.

Oura funcionária da Caixa, afirma que as próprias viagens de Pedro Guimarães pelo país eram uma oportunidade que ele utilizava para o assédio. Segundo a funcionárias, os integrantes das comitivas eram escolhidas pelo gabinete do presidente do banco. O critério seria o interesse dele nas funcionárias. Os relatos de Valéria:

“Tem um padrão. Mulher bonita é sempre escolhida para viajar”;

“Ele convida para as viagens as mulheres que acha interessantes”.

Várias das mulheres foram ao Ministério Público Federal e fizeram os mesmos relatos, que seguem em sigilo. O MPF estaria instalando um procedimento de investigação a respeito dos episódios.

EM A NOTA A CAIXA

“A Caixa não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo. A Caixa esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio. O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de ‘qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça’. A Caixa possui, ainda, canal de denúncias, por meio do qual são apuradas quaisquer supostas irregularidades atribuídas à conduta de qualquer empregado, “Ademais, todo empregado do banco participa da ação educacional sobre Ética e Conduta na Caixa, da reunião anual sobre Código de Ética na sua Unidade, bem como deve assinar o Termo de Ciência de Ética, por meio dos canais internos. A Caixa possui, ainda, a cartilha ‘Promovendo um Ambiente de Trabalho Saudável’, que visa contribuir para a prevenção do assédio de forma ampla, com conteúdo informativo sobre esse tipo de prática, auxiliando na conscientização, reflexão, prevenção e promoção de um ambiente de trabalho saudável”

Redação Portal CINCO