Internacional

Dia 20 de Junho: Dia Mundial do Refugiado


Com aumento de 8% apenas no último ano, refugiados devem ter direito a segurança, afirma Acnur; agência das Nações Unidas pede abertura de fronteiras para quem busca asilo e tem liberdade ameaçada em seu país de origem; países anfitriões devem receber apoio da comunidade internacional.

O Dia Mundial do Refugiado é uma data internacional designada pelas Nações Unidas (ONU) para homenagear àqueles obrigados a fugir de suas casas, em todo o mundo. Celebrado em 20 de junho, o Dia marca a força e coragem das pessoas que tiveram que fugir de seu país para escapar de conflitos ou perseguições.

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A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, destaca que o número de pessoas aumentou a cada ano, na última década, e está no nível mais alto desde o início dos registros. Esta é uma tendência que só pode ser revertida por um novo esforço conjunto por pacificação.

Na última semana, o Acnur lançou seu relatório anual de Tendência Globais indicando que até o final de 2021, os deslocados por guerra, violência, perseguição e abusos de direitos humanos eram de 89,3 milhões.

O valor é 8% maior em comparação ao ano anterior e bem mais que o dobro de 10 anos atrás. Segundo o Acnur, a invasão russa da Ucrânia causou uma das maiores crises de deslocamento desde a Segunda Guerra Mundial, na Europa. Outras emergências, da África ao Afeganistão, empurraram o número para o marco dramático de 100 milhões.

Assim, este ano, o Acnur reforça que todas as pessoas têm direito a buscar segurança, independentemente de quem sejam, de onde venham e sempre que são forçadas a fugir.

Em nota à  Agência da ONU para refugiados (ACNUR) os números de refugiados vem crescendo ao longo dos meses em vários lugares do mundo. No Afeganistão mais de 2,6 milhões de pessoas foram forçadas a deixar tudo para trás apenas em 2021.

O Burundi está localizado no centro-leste da África, na região dos Grandes Lagos, país teve uma reviravolta em 2015 depois que o presidente anunciou seus planos de concorrer a um terceiro mandato mais de 333.700 refugiados

A Etiópia uma crise humanitária em grande escala está se desenrolando à medida que milhares de refugiados fogem dos combates na região de Tigré, na Etiópia, em busca de segurança. Muitos são mulheres e crianças com mais de 1. 138.996 refigiados e requerentes de asilo, 3.036.593 pessoas deslocadas internamentes e 2.060 repatriados refugiados.

O Iraque, milhões de iraquianos foram forçados a abandonar suas casas depois de décadas de conflito e violência, com mais de 1,414.632 milhão de deslocados internos em 2019 e 282.571 e refugiados em 2020.

A República Centro-Africana (CAR) é um dos países mais pobres do mundo e está entre as 10 crises humanitárias mais subnotificadas do mundo com mais de 737.925 refugiados.

A Síria, após 11 anos de crise, a vida é mais difícil do que nunca para os deslocados sírios. Desde 2011, milhões de sírios foram forçados a fugir de suas casas e buscaram segurança em países como o Líbano, Turquia, Jordânia e além. São mais de 13,5 milhões pessoas precisam de assistência humanitária e de proteção na Síria, 6,9 milhões estão deslocadas dentro da Síria e 6,6 milhõesde refugiados sírios em todo o mundo, dos quais 5,6 milhões hospedados em países próximos à Síria

A Ucrânia em março de 2022, o ACNUR ampliou sua operação humanitária na Ucrânia e seus esforços para captar recursos em apoio a pessoas forçadas a se deslocar dentro do país e em países vizinhos. Com mais de 4 milhões de pessoas deixaram a Ucrânia, sendo grande parte delas mulheres e crianças, 6,5 milhões de pessoas deslocadas dentro do país.

Na Venezuela as pessoas continuam deixando a Venezuela para escapar da violência, da insegurança e das ameaças, assim como da falta de alimentos, remédios e serviços essenciais. Com mais de 5 milhões de venezuelanos vivendo no exterior, a grande maioria em países da América Latina e do Caribe, esta se tornou uma das maiores crises de deslocamento do mundo. São mais de 5,4 milhões de refugiados e migrantes da Venezuela ao redor do mundo, mais de 800.000 solicitantes de refúgio da Venezuela no mundo e cerca de 2,5 milhões vivendo sob outras formas legais de estadia nas Américas.

Lei para os refugiados .