Hoje, 17 de maio, comemora-se o Dia Internacional de Combate a LGBTFOBIA
Brasil é um dos países mais transfóbico do mundo onde a população LGBTQIA+ luta pelo reconhecimento da própria existência.
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Nesta terça-feira (17) é comemorado o Dia Internacional de Luta contra a LGBTFOBIA, uma data para celebrar a diversidade contra todos os tipos de preconceito. Missão urgente no Brasil, considerado um dos países que mais discrimina e mata pessoas LGBTQIA+ no mundo
Em 2021 pelo o menos 316 pessoas perderam a vida para a violência LGBTfóbica no país.
Esse número representa um aumento de 33,3% em relação ao ano anterior, quando foram 237 mortes. Os dados constam do Dossiê de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil.
As regiões Nordeste e Sudeste tiveram 116 e 103 mortes violentas, respectivamente. As demais regiões ficaram em torno de 30 mortes cada uma: 36 no Centro-Oeste, 32 no Norte e 28 no Sul. Os estados que apresentaram maior número de mortes foram São Paulo (42), Bahia (30), Minas Gerais (27) e Rio de Janeiro (26), os quatro estados mais populosos do Brasil.
Entre os crimes ocorridos no ano passado, 262 foram homicídios (o que corresponde a 82,91% dos casos), 26 suicídios (8,23%), 23 latrocínios (7,28%) e 5 mortes por outras causas (1,58%)
No mesmo ano, os homossexuais masculinos voltaram a ocupar o primeiro lugar no ranking de mortes de LGBTQIA+, somando 51% dos casos. Os grupos seguintes foram travestis e transexuais (36,67%), lésbicas (4%), bissexuais e homens trans (1,33%), uma ocorrência de pessoa não binária e um heterossexual, este último confundido com um gay. Os dados da pesquisa se baseiam em notícias publicadas nos meios de comunicação, que foram coletadas e analisadas pelo GGB.
Ao todo, a pesquisa documentou 276 homicídios (92%) e 24 suicídios (8%). Quanto ao local dos assassinatos, 36% ocorreram na residência da vítima, 32% em logradouros públicos, mas também em estabelecimentos comerciais, locais ermos, na orla marítima e matagais.
Em relação à cor das vítimas, 28% eram brancas, 25% pardas, 16% negras e apenas uma indígena.
Cerca de 47% dos LGBTQIA+ tinham entre 20 e 39 anos. Para o fundador do GGB, Luiz Mott, a raça das vítimas é um agravante social da violência, mas ainda é pouco especificada nas reportagens produzidas pela imprensa, fator que dificulta o levantamento de dados por cor.
Redação: Portal CINCO
