Brasil

Amazônia

Incêndio atinge 456 hectares de área protegida em Alter do Chão e mobiliza equipes de emergência

Fogo se espalhou por áreas de savana e floresta nas proximidades do Lago Verde, em Santarém. Bombeiros anunciaram a extinção das chamas, mas brigadistas ainda monitoravam focos remanescentes; possível origem criminosa será investigada.


 

Ação humana pode ter dado início à queimada na APA Alter do Chão — Foto: Exército/Divulgação

 

Continua depois da Publicidade

Um incêndio de grandes proporções atingiu a Área de Proteção Ambiental (APA) de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará, na sexta-feira (30). As chamas avançaram sobre áreas de savana e floresta nas proximidades do Lago Verde e mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, brigadistas e órgãos ambientais.

O combate ao fogo se estendeu durante a noite e a madrugada de sábado (31), em uma operação conjunta para impedir que as chamas avançassem sobre outras áreas de vegetação.

Segundo informações divulgadas pelo portal O Liberal, o incêndio atingiu aproximadamente 456 hectares, área equivalente a cerca de 638 campos de futebol. Uma das frentes de fogo chegou a aproximadamente 1,4 quilômetro de extensão, conforme informações publicadas pela revista Exame.

A operação contou com militares do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, integrantes da Brigada de Alter do Chão e representantes de órgãos ambientais. Aeronaves do modelo Air Tractor também foram utilizadas para lançar água sobre os pontos de maior concentração das chamas.

Embora o Corpo de Bombeiros tenha informado que o incêndio foi extinto, brigadistas continuaram monitorando a região devido à identificação de focos remanescentes. A preocupação era evitar que o fogo voltasse a se espalhar em razão das condições climáticas.

Prefeitura utiliza drones para avaliar danos ambientais

Após o combate às chamas, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) iniciou o levantamento das áreas atingidas. Entre as medidas adotadas está a utilização de drones para produzir imagens aéreas e dimensionar a extensão dos danos.

O trabalho também deverá contribuir para identificar possíveis prejuízos à vegetação e reunir informações técnicas que auxiliem na investigação sobre as causas do incêndio.

A Prefeitura de Santarém informou que a origem do fogo ainda será investigada. A possibilidade de ação criminosa está entre as hipóteses consideradas, mas não há confirmação sobre autoria ou motivação.

Estiagem aumenta preocupação com queimadas no oeste do Pará

O incêndio ocorre em um período de preocupação ambiental na região oeste do Pará, marcado pela estiagem e pelo risco de propagação de queimadas em áreas de vegetação.

Diante do cenário, a Prefeitura de Santarém adotou medidas emergenciais para reforçar a prevenção e o combate aos incêndios florestais. Entre elas está a proibição do uso do fogo pelo período de 180 dias.

A situação também motivou a mobilização de órgãos públicos, forças de segurança, equipes de emergência e representantes de comunidades locais para fortalecer as ações de prevenção e fiscalização ambiental.

Polícia deve investigar possível incêndio criminoso

A Polícia Civil e a Polícia Militar foram acionadas para acompanhar a ocorrência e colaborar com as investigações. As apurações deverão considerar os levantamentos realizados pelas equipes ambientais e as informações coletadas na região atingida.

Também participaram da operação integrantes da Rede de Brigadas do Tapajós, do Prevfogo, vinculado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e dos Guardiões do Território Borari.

O prefeito de Santarém, José Maria Tapajós, acompanhou a situação e solicitou o reforço da atuação integrada entre os órgãos municipais e as forças de segurança.

Conhecida pelas praias de água doce, pela vegetação de savana amazônica e pela riqueza de seus ecossistemas, Alter do Chão é uma das regiões de grande importância ambiental e turística do oeste paraense.

Com as principais frentes de incêndio controladas, as equipes seguem concentradas no monitoramento da área, na prevenção de novos focos e na avaliação dos prejuízos ambientais provocados pelo fogo.