
Imagem gerada por Inteligência Artificial (ChatGPT)
As pesquisas eleitorais divulgadas neste sábado (3) desenham um mapa diversificado da disputa pelos governos estaduais nas eleições de 2026. Em alguns estados, os candidatos aparecem com vantagens superiores a 20 pontos percentuais sobre os adversários. Em outros, a diferença é mínima e indica uma disputa aberta até o dia da votação.
Os números divulgados pela Quaest e pelo Datafolha, quando disponíveis, consideram votos válidos, ou seja, excluem votos brancos, nulos e eleitores que ainda não definiram o candidato. Por isso, os percentuais não devem ser confundidos com o total de intenções de voto da pesquisa.
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Entre os cenários mais favoráveis aos líderes estão Santa Catarina, Piauí, Paraíba, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Maranhão. Já Bahia, Alagoas e Ceará apresentam disputas especialmente apertadas.
São Paulo: Tarcísio aparece com ampla vantagem
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas aparece na liderança com 60% dos votos válidos, segundo a Quaest, contra 36% de Fernando Haddad.
O Datafolha apresenta quadro semelhante: Tarcísio tem 60%, enquanto Haddad aparece com 35%.
A vantagem coloca o atual governador em posição confortável na corrida estadual, embora pesquisas não representem resultado definitivo. A Quaest já havia identificado, em levantamentos anteriores, forte capital eleitoral de Tarcísio entre os paulistas.
Rio de Janeiro: Paes lidera, mas Ruas mantém disputa competitiva
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes aparece com 49% dos votos válidos, contra 40% de Ruas, segundo a Quaest.
No Datafolha, Paes tem 46%, enquanto Ruas aparece com 38%.
A diferença aumenta em um cenário sem Anthony Garotinho: Paes chega a 51%, contra 43% de Ruas, na pesquisa Quaest.
O Rio é um dos estados em que a sucessão estadual ocorre em um ambiente político particularmente competitivo. Em levantamento anterior da Quaest, a avaliação do governo de Cláudio Castro apresentava maior desgaste em comparação com outros governadores pesquisados.
Minas Gerais: Cleitinho abre vantagem
Em Minas, o senador Cleitinho lidera com 54% dos votos válidos, segundo a Quaest. Patrus aparece com 23% e Kalil, com 10%.
O Datafolha confirma uma vantagem semelhante: Cleitinho tem 53%, Patrus, 21%, e Kalil, 9%.
O cenário representa uma consolidação da liderança de Cleitinho, que já vinha aparecendo à frente em pesquisas anteriores. Em julho, a Quaest apontava o senador na liderança da corrida mineira.
Pernambuco: Raquel Lyra e João Campos em confronto apertado
Em Pernambuco, a disputa é uma das mais acirradas entre os estados pesquisados.
A Quaest aponta Raquel Lyra com 52% dos votos válidos, contra 47% de João Campos. No Datafolha, a diferença é ainda menor: 49% a 48% para a governadora.
O resultado mostra uma disputa praticamente equilibrada na reta final.
Pernambuco também aparece como um dos estados em que a avaliação do governo e a disputa pela sucessão sofreram mudanças importantes ao longo de 2026. Em julho, a Quaest já identificava uma competição mais definida entre os dois principais nomes.
Bahia: Jerônimo e ACM Neto empatados
Na Bahia, o cenário é de forte equilíbrio. A pesquisa Quaest mostra Jerônimo Rodrigues com 52% dos votos válidos, contra 48% de ACM Neto.
A diferença de quatro pontos mantém a disputa aberta, embora coloque o atual governador numericamente à frente.
O levantamento também confirma que a Bahia continua entre os estados em que a avaliação do governo estadual e a polarização política têm peso importante na disputa. Em pesquisas anteriores, Jerônimo e ACM Neto já apareciam como os principais nomes da corrida.
Paraná: Sergio Moro lidera
No Paraná, Sergio Moro aparece com 43% dos votos válidos, seguido por Sandro Alex, com 29%, e Requião Filho, com 27%.
A diferença entre o primeiro colocado e os dois adversários é significativa, mas o segundo e o terceiro colocados estão separados por apenas dois pontos percentuais.
Moro já aparecia na liderança em pesquisas anteriores da Quaest. Em agosto de 2025, por exemplo, o levantamento registrava o senador com 38% em um cenário estimulado, à frente dos demais concorrentes.
Rio Grande do Sul: Zucco lidera
No Rio Grande do Sul, Zucco aparece com 52% dos votos válidos, enquanto Juliana Brizola tem 35%.
O resultado indica uma vantagem de 17 pontos para o primeiro colocado.
O estado, entretanto, apresenta uma disputa marcada pela sucessão de Eduardo Leite e por uma reorganização do campo político estadual. A Quaest havia apontado anteriormente uma disputa bastante equilibrada entre nomes de direita e centro-esquerda.
Santa Catarina: Jorginho tem maior vantagem
Um dos maiores diferenciais entre os estados pesquisados está em Santa Catarina.
O governador Jorginho Mello aparece com 71% dos votos válidos, contra 14% de João Rodrigues e 12% de Gelson Merísio.
A diferença de 57 pontos sobre o segundo colocado é uma das maiores registradas nos levantamentos divulgados.
Espírito Santo: disputa entre Pazolini e Ferraço
No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini aparece com 45% dos votos válidos, enquanto Ferraço tem 41%.
Helder Salomão registra 12%.
A diferença de quatro pontos entre os dois primeiros colocados coloca o estado entre os cenários de maior equilíbrio da rodada.
Alagoas: Renan Filho e JHC praticamente empatados
Em Alagoas, a corrida pelo governo está tecnicamente equilibrada.
Segundo a Quaest, Renan Filho tem 50% dos votos válidos, enquanto JHC aparece com 49%.
Com apenas um ponto percentual separando os candidatos, o resultado está dentro de uma faixa que exige cautela na interpretação e reforça a possibilidade de uma disputa decidida por uma diferença pequena.
Ceará: Elmano e Ciro também próximos
No Ceará, a diferença é igualmente estreita.
Elmano aparece com 50% dos votos válidos, contra 49% de Ciro Gomes, segundo a Quaest.
O Datafolha registra 50% para Elmano e 47% para Ciro, mantendo o atual governador numericamente na frente.
O cenário cearense chama atenção pela proximidade entre os dois principais candidatos e pela força de Ciro Gomes na disputa estadual.
Maranhão: Braide abre vantagem
No Maranhão, Eduardo Braide aparece com 52% dos votos válidos, contra 35% de Orleans Brandão.
A diferença de 17 pontos coloca Braide em situação mais confortável que a observada em estados onde a disputa está tecnicamente empatada.
Paraíba: Lucas Ribeiro lidera com folga
Na Paraíba, Lucas Ribeiro registra 61% dos votos válidos, segundo a Quaest.
Efraim Filho aparece com 23%, enquanto Cícero Lucena tem 16%.
A vantagem de 38 pontos sobre o segundo colocado é uma das maiores entre os estados pesquisados.
Piauí: Rafael Fonteles dispara
No Piauí, a pesquisa Datafolha mostra o governador Rafael Fonteles com 67% dos votos válidos, contra 28% de Joel Rodrigues.
A diferença de 39 pontos é a maior entre os cenários apresentados no levantamento.
Distrito Federal: Celina Leão na frente
Embora o Distrito Federal não tenha governador — o cargo equivalente é o de governador do Distrito Federal —, a disputa segue a mesma lógica das eleições estaduais.
A vice-governadora Celina Leão aparece com 53% dos votos válidos na Quaest, contra 32% de Leandro Grass e 10% de Paula Belmonte.
No Datafolha, Celina chega a 55%, enquanto Grass registra 27%.
O mapa da disputa
Os resultados mostram três grupos distintos na corrida pelos governos:
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Lideranças amplas: Rafael Fonteles (PI), Lucas Ribeiro (PB), Jorginho Mello (SC), Tarcísio de Freitas (SP), Cleitinho (MG), Celina Leão (DF), Eduardo Braide (MA), Paes (RJ) e Zucco (RS).
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Disputas competitivas: Sergio Moro (PR), Lorenzo Pazolini (ES), Raquel Lyra e João Campos (PE).
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Cenários mais apertados: Jerônimo Rodrigues e ACM Neto (BA), Renan Filho e JHC (AL) e Elmano e Ciro Gomes (CE).
O quadro nacional também revela que as eleições estaduais não reproduzem necessariamente a polarização da disputa presidencial. A própria Quaest observa que os estados possuem dinâmicas políticas próprias e que candidaturas regionais podem alterar significativamente o comportamento eleitoral.
Pesquisa não é resultado da eleição
Apesar das vantagens apresentadas por alguns candidatos, os números devem ser interpretados como fotografias do momento em que as entrevistas foram realizadas, e não como previsão do resultado.
Na reta final, dois movimentos podem alterar o cenário: o chamado voto útil, quando o eleitor abandona um candidato para apoiar outro com maior chance de vitória, e a definição dos eleitores que ainda estão indecisos.
A própria Quaest destaca que esses movimentos podem mudar a composição da disputa nos últimos dias de campanha.
Com estados apresentando diferenças superiores a 30 pontos e outros separados por apenas um ou quatro pontos, o mapa eleitoral de 2026 combina lideranças consolidadas com disputas ainda abertas — cenário que deve manter a atenção dos partidos e dos eleitores até a votação.
Fonte: levantamentos Quaest e Datafolha citados no material-base; informações metodológicas e análises complementares da Quaest.
