A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), criticou o que classificou como uma atuação seletiva de parte da mídia e de agentes políticos diante de denúncias envolvendo contratos da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc). Em nota divulgada nesta terça-feira, ela afirmou que existe uma estrutura destinada a dar destaque a determinados assuntos enquanto outros, segundo ela, recebem pouca repercussão.
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Segundo Maria do Carmo, o estado enfrenta uma “indústria das fake news”, formada, conforme declarou, por portais, blogueiros e pesquisas eleitorais que atuariam para favorecer interesses políticos.
“Tem gente que faz de tudo para uma notícia virar manchete. E faz de tudo para outra desaparecer”, afirmou a pré-candidata.
Ela citou investigações e fiscalizações relacionadas a contratos da Seduc, que, segundo a nota, são acompanhadas por órgãos de controle e foram alvo de reportagens da imprensa. De acordo com Maria do Carmo, documentos do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) apontam indícios de irregularidades e estimam prejuízos aos cofres públicos.
“É dinheiro público. Dinheiro que pertence ao povo e que deveria estar garantindo educação de qualidade para nossas crianças e nossos jovens”, declarou.
A pré-candidata também afirmou que as denúncias tiveram repercussão em veículos de comunicação de alcance regional e nacional e defendeu que os fatos sejam esclarecidos publicamente. Para ela, há diferença no tratamento dado a denúncias que envolvem adversários e aquelas relacionadas a aliados do governo estadual.
“Quando as denúncias atingem adversários, fazem um enorme barulho. Mas quando envolvem aliados do governo, o silêncio é constrangedor”, disse.
Maria do Carmo também questionou a ausência de manifestações públicas de lideranças ligadas ao governo estadual e cobrou posicionamentos sobre os contratos investigados.
Dirigindo-se ao presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), a pré-candidata fez questionamentos sobre as investigações e pediu esclarecimentos em relação às reportagens e aos contratos mencionados.
“Até quando você vai ficar calado e com medo de vir a público para defender seu amigo Wilson Lima de mais um escândalo de corrupção? Até quando vai tentar justificar o injustificável sobre esses contratos milionários?”, questionou.
Ao encerrar a nota, Maria do Carmo defendeu que a transparência deve prevalecer na administração pública e afirmou que agentes políticos devem prestar esclarecimentos sempre que houver denúncias de interesse público.
Até o momento, não havia manifestação pública do governador Wilson Lima nem do presidente da Aleam, Roberto Cidade, em resposta às declarações da pré-candidata.
Foto: Assessoria MC
Assessoria de Imprensa
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