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Pesquisas apontam percepção de eleitores sobre promessas de campanha de Lula

Levantamentos mostram que parte da população considera que compromissos anunciados durante a campanha presidencial ainda não foram plenamente concretizados, enquanto o governo afirma que diversas medidas seguem em andamento.


Pesquisas de opinião divulgadas nos últimos meses indicam que uma parcela significativa dos brasileiros avalia que algumas das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não foram integralmente cumpridas. Entre os temas mais citados pelos entrevistados estão a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o custo dos alimentos e a implementação de programas anunciados durante a disputa eleitoral.

 

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Marcia Cavallari (vice-presidente da ABEP (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa), membro da ESOMAR (European Society of Opinion and Market Reseach) e da WAPOR (World Association of Public Opinion Research)) – Foto: Reprodução

 

“A confiança no presidente é um ponto de atenção, com 56% dos brasileiros afirmando não confiar, contra 41% que confiam. Este é um indicador importante que demonstra um desafio para a imagem e a credibilidade do governo junto à população“, pondera Márcia Cavallari.

Um dos compromissos mais lembrados é a promessa de ampliar a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. Apesar de o governo ter promovido reajustes na tabela do tributo, a meta integral ainda não foi efetivada.

Outro ponto frequentemente mencionado é a promessa de tornar itens como carne bovina e cerveja mais acessíveis ao consumidor. Embora alguns produtos tenham registrado períodos de redução de preços, oscilações recentes voltaram a pressionar o orçamento das famílias.

O programa Voa Brasil, anunciado com o objetivo de ampliar o acesso a passagens aéreas com preços reduzidos para determinados públicos, também enfrentou atrasos e desafios em sua implementação.

Na área da Previdência Social, a redução das filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) permanece como um dos principais desafios. Apesar de medidas adotadas pelo governo para acelerar a análise de benefícios, muitos segurados ainda relatam longos períodos de espera.

Já na pauta ambiental, a meta de alcançar o desmatamento líquido zero continua sendo um dos principais objetivos da administração federal, mas enfrenta obstáculos relacionados ao combate às queimadas e aos crimes ambientais em diferentes regiões do país.

O debate sobre essas promessas também repercute em municípios como Parintins, no Amazonas, onde temas ligados ao custo de vida, transporte aéreo e políticas sociais fazem parte das discussões da população. Segundo reportagem publicada em junho de 2026, às vésperas do Festival de Parintins, os bois Caprichoso e Garantido ainda aguardavam um repasse de R$ 10 milhões (R$ 5 milhões para cada agremiação) anunciado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo. O texto afirma que o recurso era considerado essencial para fechar as contas do festival e que ainda não havia sido liberado.

Segundo informações publicadas pelo Blog do Botelho, que afirma ter ouvido fontes ligadas às diretorias até esta quinta-feira (25) o valor ainda não havia sido creditado nas contas dos bois.

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Em Santa Catarina, questões econômicas, tributárias e ambientais também figuram entre os assuntos acompanhados por eleitores e representantes de diversos setores.

Enquanto a oposição utiliza esses temas para cobrar o cumprimento dos compromissos assumidos durante a campanha, o governo federal sustenta que diversas ações estão em andamento e que parte das metas depende de aprovação do Congresso Nacional, disponibilidade orçamentária e da execução gradual das políticas públicas.

Declarações do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello criticando o governo federal.

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As principais queixas incluem:

  • Baixa liberação de recursos após as enchentes. O governador afirmou diversas vezes que Santa Catarina recebeu menos recursos do que o esperado para reconstrução, comparando o tratamento dado ao estado com o destinado ao Rio Grande do Sul.
  • Falta de apoio para obras federais, principalmente em rodovias como a BR-470, BR-280 e BR-163, além de cobranças sobre investimentos em infraestrutura.
  • Tratamento político. Jorginho Mello declarou em diversas entrevistas que o governo Lula teria priorizado estados governados por aliados e deixado Santa Catarina em segundo plano.
  • Moradias e reconstrução. O governador também reclamou da demora na liberação de recursos habitacionais e de defesa civil para municípios atingidos por desastres climáticos.