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A manhã desta quarta-feira, vinte e sete de maio, começou com transtornos para milhares de passageiros em Manaus. Uma paralisação parcial dos rodoviários surpreendeu usuários do transporte coletivo e provocou congestionamentos, atrasos e aumento no preço das corridas por aplicativo em várias regiões da capital.
Na Avenida Constantino Nery, um dos principais corredores viários da cidade, dezenas de ônibus ficaram parados ainda nas primeiras horas do dia. Muitos trabalhadores precisaram descer dos coletivos e seguir o trajeto a pé para tentar chegar ao serviço.
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A mobilização acontece após impasses entre o Sindicato dos Rodoviários e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas, o Sinetram. Inicialmente, a categoria cobrava reajuste salarial de doze por cento, mas as discussões também passaram a envolver críticas à escala de trabalho seis por um, modelo em que os profissionais trabalham seis dias seguidos e folgam apenas um.
Com a redução na circulação dos ônibus, passageiros recorreram aos aplicativos de transporte. A alta demanda provocou aumento repentino nas tarifas. Em alguns casos, corridas consideradas curtas chegaram a custar até quarenta reais, principalmente em trajetos entre os terminais de integração e o Centro da cidade.
Nos terminais, o cenário foi de lotação, demora e falta de informações. Trabalhadores afirmaram que foram pegos de surpresa pela paralisação, já que havia expectativa de funcionamento normal após um acordo temporário anunciado na semana passada.
O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana, o IMMU, acompanha a situação e tenta mediar as negociações para evitar uma paralisação total do sistema de transporte coletivo em Manaus. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a duração do movimento.
