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Terrorismo

Ataque em praia de Sydney: quem são pai e filho apontados como autores do massacre em Bondi

Suspeito mais velho morreu em confronto com a polícia, enquanto o filho segue internado em estado crítico; autoridades investigam histórico e acesso a armas.


Viaturas estacionadas no local do tiroteio na praia de Bondi, em 14 de dezembro de 2025 – Sydney, Austrália – Foto: George Chan/Getty Images

As autoridades australianas investigam a participação de um pai e seu filho no ataque a tiros ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, que deixou ao menos 15 mortos. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, os suspeitos foram identificados como Sajid Akram, de 50 anos, e Naveed Akram, de 24.

De acordo com a polícia de Nova Gales do Sul, Sajid morreu durante uma troca de tiros com agentes no local do ataque. Já Naveed foi baleado, socorrido e permanece hospitalizado em estado crítico. A corporação, no entanto, ainda não confirmou oficialmente os nomes dos envolvidos.

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Em entrevista à CNN, um líder religioso de Sydney afirmou reconhecer o jovem Naveed em imagens do ataque. O sheik Adam Ismail disse que deu aulas de recitação do Alcorão e de língua árabe ao suspeito entre 2019 e 2020, no Instituto Al Murad. Em comunicado, Ismail condenou o atentado e ressaltou que a violência vai contra os princípios do Islã.

“O próprio Alcorão ensina que tirar a vida de um inocente equivale a matar toda a humanidade”, afirmou o líder religioso. Segundo ele, nem todos que estudam o texto sagrado compreendem ou seguem seus ensinamentos.

O ministro do Interior, Tony Burke, informou que o jovem nasceu na Austrália, enquanto o pai imigrou para o país em 1998 com visto de estudante. Posteriormente, Sajid obteve visto de parceiro e residência legal, realizando poucas viagens internacionais ao longo dos anos.

Nesta segunda-feira (15), a polícia realizou buscas em imóveis ligados à dupla, incluindo uma casa alugada no subúrbio de Campsie, onde eles teriam se hospedado antes do ataque. No local, foram apreendidas armas de fogo e malas. Outras propriedades associadas aos suspeitos também foram cercadas por agentes.

As investigações apontam ainda que Naveed Akram chegou a ser avaliado pela Organização Australiana de Inteligência de Segurança (ASIO) em 2019. À época, segundo o primeiro-ministro Anthony Albanese, a análise concluiu que não havia indícios de ameaça iminente ou risco de violência.

A polícia informou que Sajid possuía licença para porte de arma desde 2015, vinculada a uma autorização para caça recreativa. Após o ataque, seis armas foram apreendidas em seu nome. As autoridades afirmam que continuam apurando o histórico dos dois e as circunstâncias que levaram ao atentado.

Moradores de bairros onde ocorreram as operações policiais relataram cenas de tensão e forte presença de agentes armados em áreas antes consideradas tranquilas. O caso segue sob investigação.