
Aviões da Gol e da Azul. — Foto: Igor Santorsula/PlaneSpotters/Reprodução/Embraer
A Abra, controladora da Gol Linhas Aéreas, anunciou na noite desta quinta-feira (25) que as negociações para a fusão com a Azul foram oficialmente encerradas. A possível combinação de negócios, que visava criar a maior companhia aérea do Brasil, não progrediu o suficiente desde a assinatura do memorando de entendimentos em janeiro deste ano.
Em um comunicado, a Abra explicou que, apesar das conversas paralelas ao processo de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos (Chapter 11), o cenário operacional das companhias mudou de forma significativa, impossibilitando a continuidade das discussões. A holding, no entanto, afirmou que continua aberta a futuras negociações com stakeholders.
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Além disso, a Gol solicitou à Azul a rescisão do acordo de codeshare, firmado em maio de 2024, que estabelecia a cooperação comercial entre as duas empresas para o compartilhamento de voos. A Gol assegurou que continuará honrando os bilhetes emitidos no âmbito dessa parceria, sem afetar os clientes.
O fim das negociações de fusão e a rescisão do acordo de codeshare também marcam o fim de uma aliança que havia sido pensada como uma estratégia para fortalecer as duas companhias em um mercado aéreo altamente competitivo.
Apostas Financeiras e Expectativas
A expectativa inicial era de que a fusão das duas gigantes fosse formalizada até 2026, após a análise pelos órgãos reguladores. A operação, caso concretizada, teria um modelo de governança compartilhada, com a Gol mantendo uma participação minoritária devido às suas dificuldades financeiras recentes. No entanto, o segundo trimestre de 2025 trouxe resultados contrastantes: enquanto a Azul obteve um lucro líquido de R$ 1,29 bilhão, a Gol ainda registrou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão, embora com uma redução de 60,8% em relação ao período anterior.
Com a desistência da fusão, fica a expectativa sobre os próximos passos das duas companhias no mercado, enquanto a Azul segue com o processo de recuperação judicial e a Gol se recupera da crise financeira.
*Codeshare é um acordo entre duas ou mais companhias aéreas para compartilhar a venda e a operação de voos, o que significa que uma companhia aérea pode comercializar um voo que é operado por outra companha parceira. Essa parceria permite aos passageiros comprar um único bilhete com diferentes trechos, desfrutar de um processo de check-in unificado e ver a sua bagagem ser transferida automaticamente até o destino final, aumentando a conveniência e a oferta de destinos.
