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CPMI do INSS solicita prisão preventiva de 21 investigados em fraude bilionária. ‘Podem fugir ou dilapidar o patrimônio’, diz Viana

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito acusa desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas e pede prisão de ex-diretores do INSS e outros envolvidos. Decisão final sobre as prisões será tomada pelo STF.


‘Podem fugir ou dilapidar o patrimônio’, diz Carlos Viana sobre pedidos de prisão aprovados – Viana preside a CPMI do INSS – Foto: Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) solicitou, nesta segunda-feira (1º), a prisão preventiva de 21 pessoas envolvidas no desvio de recursos dos benefícios de aposentados e pensionistas. A proposta foi aprovada por unanimidade pelo colegiado e enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para análise do ministro André Mendonça.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, afirmou que os pedidos de prisão são urgentes para evitar que os investigados possam fugir ou destruir provas. “O risco é que esses envolvidos possam fugir ou dilapidar o patrimônio público. Nosso objetivo é garantir que os recursos desviados retornem aos cofres do governo”, destacou Viana.

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Entre os nomes solicitados estão Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pela Polícia Federal como peça-chave no esquema.

Investigação sobre Servidores e Sindicato de Frei Chico

A comissão também continua apurando a possível participação de servidores do INSS no esquema, além de investigações envolvendo o Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical (Sindnapi), ligado a José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora o nome de Frei Chico tenha sido mencionado na investigação, os requerimentos sobre ele ainda não foram pautados na comissão.

A CPMI, instalada no último mês, segue apurando o desvio de R$ 6,3 bilhões dos cofres públicos, afetando milhares de aposentados e pensionistas. O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), prevê ouvir gestores da Previdência Social e outros envolvidos nas próximas etapas das investigações.

Próxima reunião da CPMI ocorre nesta quinta-feira (4)

A CPMI se reunirá novamente nesta quinta-feira (4), onde serão discutidos novos requerimentos e depoimentos, incluindo o da diretora de Auditoria de Previdência da Controladoria-Geral da União, Eliane Viegas Mota.

Abaixo, os 21 nomes incluídos na lista de pedidos de prisão preventiva

  1. André Paulo Fidelis – ex-diretor de Benefícios do INSS, teria recebido valores por intermédio do escritório de advocacia de seu filho.
  2. Eric Douglas Fidelis – advogado e filho do ex-diretor André Fidelis.
  3. Cecília Rodrigues Mota – advogada apontada pela PF como operadora de propinas a servidores do INSS.
  4. Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho – ex-procurador do INSS, teria evitado o bloqueio de descontos indevidos de aposentados e pensionistas.
  5. Thaisa Hoffmann Jonasson – companheira de Virgílio Filho, teria obtido vantagens por meio do marido e empresas.
  6. Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira – também teria obtido vantagens no esquema
  7. Alexandre Guimarães – ex-diretor de governança do INSS, teria recebido valores de lobista de entidades suspeitas.
  8. Antônio Carlos Camilo Antunes – conhecido como “careca do INSS”, é apontado pela PF como figura central do esquema de descontos indevidos.
  9. Rubens Oliveira Costa – estaria relacionado com o lobista Antônio Carlos.
  10. Romeu Carvalho Antunes – filho de Antônio Carlos, estaria envolvido no esquema.
  11. Domingos Sávio de Castro – estaria relacionado com o lobista Antônio Carlos.
  12. Milton Salvador de Almeida Junior – empresário que estaria relacionado com o lobista Antônio Carlos.
  13. Adelino Rodrigues Junior – teria feito pagamentos à esposa do ex-procurador Virgílio Filho.
  14. Alessandro Antônio Stefanutto – ex-presidente do INSS, demitido após o início das investigações sobre as fraudes.
  15. Geovani Batista Spiecker – ex-diretor substituto de benefícios do INSS, teria relação com o esquema.
  16. Reinaldo Carlos Barroso de Almeida – servidor que teria beneficiado entidades na liberação de descontos indevidos.
  17. Vanderlei Barbosa dos Santos – ex-diretor de benefícios do INSS.
  18. Jucimar Fonseca da Silva – coordenador-geral de pagamento de benefícios.
  19. Philipe Roters Coutinho – agente da Polícia Federal.
  20. Maurício Camisotti – empresário envolvido no esquema.
  21. Márcio Alaor de Araújo – dirigente de um banco que teria recebido pagamentos de associações.

Com informações da Agência Senado

Foto de capa: Geraldo Magela/Agência Senado