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Economia

Bancos perdem quase R$ 42 bi na “terça sangrenta” da Bolsa

Queda foi puxada pela tensão entre STF e EUA; Itaú e BTG lideraram as perdas no mercado financeiro.


As ações dos maiores bancos do país sofreram forte desvalorização no pregão da última terça-feira (19/8), após a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou a aplicação automática de leis estrangeiras no Brasil. O movimento foi interpretado pelo mercado como uma tentativa de blindar o ministro Alexandre de Moraes, alvo de sanção do governo americano no fim de julho.

No total, os cinco principais bancos de capital aberto listados na B3 perderam R$ 41,98 bilhões em valor de mercado, de acordo com levantamento da consultoria Elos Ayta. O impacto foi determinante para a queda de 2,10% do Ibovespa, a segunda maior baixa do ano.

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Maiores perdas

Segundo o estudo, o Itaú liderou as perdas, com recuo de R$ 14,71 bilhões. Logo depois, veio o BTG Pactual, que encolheu R$ 11,42 bilhões em valor de mercado. Banco do Brasil, Bradesco e Santander também registraram quedas expressivas.

Ranking das perdas no dia (19/8):

  • Itaú Unibanco – R$ 14,71 bilhões

  • BTG Pactual – R$ 11,42 bilhões

  • Banco do Brasil – R$ 7,25 bilhões

  • Bradesco – R$ 5,40 bilhões

  • Santander – R$ 3,20 bilhões

Reação do mercado

Nesta quarta-feira (20/8), os papéis dos bancões apresentaram recuperação parcial. Às 13h, estavam em alta Itaú (0,43%), BTG (0,72%), Bradesco (0,81%), Santander (1,66%) e Banco do Brasil (0,10%).

O valor de mercado das instituições é calculado multiplicando-se o preço da ação pelo número de papéis em circulação. Para analistas, o tombo foi proporcional ao tamanho das instituições e à exposição de cada uma ao mercado norte-americano.