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Saúde

Inteligência artificial pode reduzir em até 38% carga de trabalho de radiologistas no rastreamento do câncer de mama

Estudo mostra que tecnologia mantém precisão na detecção de tumores e abre caminho para uso híbrido com médicos.


Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (19/8) apontou que a inteligência artificial (IA) pode ser uma aliada importante no rastreamento do câncer de mama. O estudo indica que, quando usada em modelo híbrido — combinando análises automáticas com a avaliação de radiologistas —, a tecnologia pode reduzir em até 38% a carga de trabalho humano sem comprometer a qualidade da detecção.

O diferencial está na capacidade da IA de medir sua própria incerteza. Quando o sistema se mostra confiante no resultado de uma mamografia, a decisão pode ser feita pelo algoritmo. Já em casos em que identifica dúvida, o exame é encaminhado a especialistas para dupla leitura.

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A estratégia foi testada em mais de 41 mil exames de 15 mil mulheres, ao longo de 15 anos, no Programa Nacional Holandês de Rastreamento de Câncer de Mama. Os resultados mostraram que as taxas de detecção e reconvocação se mantiveram praticamente idênticas às do método tradicional, considerado padrão de excelência.

“Embora o desempenho geral dos modelos de IA seja alto, eles ainda podem cometer erros. Identificar os casos em que a interpretação não é confiável é crucial para otimizar o uso da tecnologia”, explicou Sarah D. Verboom, pesquisadora da Universidade Radboud, na Holanda.

Segundo os autores, a abordagem não substitui os radiologistas, mas representa um modelo de colaboração mais eficiente, capaz de reduzir a sobrecarga dos programas de rastreamento e aumentar a confiança no uso da IA na medicina.