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Alerta Geral de tsunami no Pacífico após terremoto de magnitude 8.8 na Rússia

Evacuações são ordenadas em diversos países do Pacífico, com risco de ondas de até 4 metros e tremores secundários esperados por até um mês.


Imagem de vídeo mostra consequências de um tsunami na costa de Severo-Kurilsk, no arquipelago das ilhas Curilas, na Rússia .Foto: Serviço Geofísico da Academia Russa de Ciências/AP

Nesta quarta-feira, 30 de julho (horário local), um poderoso terremoto de magnitude 8.8 atingiu a Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, gerando um alerta geral de tsunami para várias regiões do Pacífico. O tremor também provocou ondas de até 3 a 4 metros em partes da Península, embora, até o momento, não haja registros de mortes ou ferimentos graves na Rússia, conforme informações da agência estatal TASS.

No Japão, o norte de Hokkaido também foi atingido por um tsunami, e as autoridades locais alertam que novas ondas podem ser ainda mais intensas. Embora o governo japonês tenha informado que não há vítimas até agora, evacuações em larga escala estão sendo realizadas, especialmente nas áreas costeiras.

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Em resposta ao impacto do terremoto, os Estados Unidos, o Alasca, Havaí, Guam e ilhas da Micronésia receberam alertas de tsunami. O Hawaii, por exemplo, ordenou evacuações urgentes na ilha Oahu e em outras áreas costeiras.

Creche destruída por terremoto na Península de Kamchatka – Foto: REUTERS

O Centro de Alertas de Tsunami dos EUA também indicou que ondas de até três metros poderiam alcançar o Equador, e o Serviço Geofísico da Academia Russa de Ciências prevê a continuidade de tremores secundários significativos na região, com magnitudes de até 7,5, pelo menos até o final de agosto.

Além disso, autoridades japonesas pedem a evacuação imediata da população para locais mais altos e seguros, alertando que as ondas podem chegar antes ou depois do previsto. Enquanto isso, as usinas nucleares de Fukushima, que foram gravemente afetadas pelo terremoto de 2011, evacuaram seus trabalhadores como medida de precaução, embora não tenham sido registradas anormalidades até o momento.

O terremoto de Kamchatka é considerado o mais forte da região desde 1952, e a situação continua a ser monitorada de perto por autoridades locais e internacionais.

Na Rússia, o impacto foi sentido com maior intensidade na cidade portuária de Severo-Kurilsk e no distrito de Elizovsky, onde as autoridades confirmaram a chegada de ondas entre três e quatro metros de altura.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram ruas completamente alagadas e prédios submersos, enquanto cerca de dois mil moradores foram retiradas às pressas do local. Várias pessoas ficaram feridas, mas nenhuma em estado grave, segundo as autoridades. “As paredes tremiam. Ainda bem que já tínhamos uma mala pronta perto da porta com roupas e água. Corremos para fora assim que o chão começou a sacudir”, contou uma moradora à imprensa estatal Zvezda.

O terremoto, o mais potente na região desde 1952, gerou uma série de tremores secundários, incluindo abalos de magnitude 6,9 e 6,3. As autoridades alertam para a possibilidade de novas réplicas, com potencial para atingir até 7,5 de magnitude.