A alta no primeiro trimestre supera o crescimento de 4% registrado no mesmo período de 2021, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE) da China.
A China anunciou nesta segunda-feira (18) que registrou um crescimento de 4,8% da economia, em ritmo anual, no primeiro trimestre, apesar do confinamento por Covid-19 em várias cidades, incluindo Xangai, principal centro empresarial do país.
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A segunda maior economia do mundo começou a desacelerar no segundo semestre de 2021 com a crise no setor imobiliário e o aumento de casos de Covid-19, que provocou confinamentos em várias cidades.
O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,8% nos primeiros três meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas do país nesta segunda-feira (18).
O número é maior do que o aumento de 4% registrado pela segunda maior economia do mundo no trimestre anterior, e também superou a taxa de crescimento de 4,4% prevista por economistas ouvidos pela agência Reuters.
Em relação aos 3 meses anteriores, o avanço foi de 1,3%. Analistas dizem que os dados de abril devem ser piores, com lockdowns no centro comercial de Xangai e em outros locais pesando sobre a atividade, o que levou alguns a alertarem para os riscos de recessão.
As restrições de saúde em grandes cidades do país, incluindo Xangai e o centro tecnológico de Shenzhen, também afetaram os números do comércio varejista e do emprego.
O dado do crescimento, no entanto, não reflete totalmente o impacto do confinamento em Xangai, que deixou milhões de pessoas em casa por várias semanas.
Desta maneira, cresce a pressão sobre as autoridades para alcançar a meta de crescimento de 5,5% para 2022, um ano crucial para o presidente Xi Jinping, que aspira permanecer no poder por mais um mandato de cinco anos.
Cenário difícil
“Devemos entender que, com o cenário local e internacional cada vez mais complicado e incerto, o desenvolvimento econômico enfrenta dificuldades e desafios crescentes”, afirmou Linghui em um comunicado.
Além do aumento de casos de coronavírus, as sanções contra a Rússia pela invasão da Ucrânia também afetam a economia chinesa.
A China registrou este ano um aumento na produção industrial e o consumo foi estimulado pelo feriado do Ano Novo Lunar, mas as restrições aos deslocamentos aplicadas em março pela pandemia afetaram a economia.
A produção industrial subiu 5% em março, abaixo do período de janeiro e fevereiro, de acordo com o ONE.
Ao mesmo tempo, o comércio varejista caiu 3,5% e o desemprego urbano subiu a 5,8% em março, segundo a agência de estatísticas.
“A atividade de março sugere que a economia chinesa desacelerou, especialmente o consumo doméstico”, afirmou Tommy Wu, economista-chefe para China da Oxford Economics.
