O Complexo Termelétrico Azulão 950, localizado em Silves (AM), alcançou um marco significativo com a chegada dos primeiros módulos do pipe rack — estrutura essencial para a condução das tubulações que alimentam os sistemas das usinas Azulão I e II. Esses módulos, com um total de 279 toneladas, foram importados da Coreia do Sul e representam um avanço na construção das usinas, que juntas terão 950 MW de capacidade instalada. O projeto, da operadora Eneva, visa atender à crescente demanda energética do país e está conectado ao Subsistema Norte do Sistema Interligado Nacional.

Foto: Reprodução
Além da chegada dos módulos, o projeto inclui a instalação de três transformadores elevadores, sendo um deles de 350 MVA, com a responsabilidade de elevar a tensão de geração de energia de 18 kV para 500 kV. Esses equipamentos são fundamentais para a integração eficiente da energia gerada ao Sistema Interligado Nacional.
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Com um investimento total de R$ 5,8 bilhões, o Complexo Azulão 950 prevê a geração de aproximadamente 5 mil empregos diretos e indiretos durante sua construção e operação. A previsão é que as usinas entrem em operação entre o final de 2026 e o início de 2027, fornecendo energia elétrica a partir do gás natural para cerca de 3,7 milhões de residências em todo o Brasil.
O governador do Amazonas, Wilson Lima, destacou a importância estratégica do empreendimento para a diversificação da economia do estado, ressaltando o potencial de gás natural na região e a criação de condições para o setor expandir ainda mais.
Além disso, como parte das contrapartidas sociais do projeto, a Eneva está investindo R$ 10 milhões na construção de um Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) em Silves, com o objetivo de formar mão de obra qualificada voltada ao setor de gás natural. A obra já conta com a contratação de mais de 50 moradores locais e está prevista para ser concluída até junho deste ano.
Com esses avanços, o Complexo Termelétrico Azulão 950 se consolida como um projeto estratégico para o desenvolvimento energético e econômico do Amazonas, contribuindo para a segurança energética do país e para a geração de empregos e capacitação profissional na região.
