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Morre a cantora Sol, ícone dos anos 80 e estrela no Japão, aos 59 anos em São Paulo

Artista foi encontrada morta em casa, na Zona Sul da capital. Velório será nesta segunda (14). Ela deixou herança simbólica ao assessor e amigo de longa data.


A cantora Sol, nome artístico de Sandra Fátima do Valle Reis, morreu neste sábado (12), aos 59 anos, em São Paulo. Ícone da música popular nos anos 1980 e conhecida por rivalizar com Gretchen nos palcos e programas de auditório, Sol foi encontrada sem vida em sua residência no bairro do Campo Limpo, na Zona Sul da capital paulista.

Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o corpo foi descoberto por volta do meio-dia pelo proprietário do imóvel onde a artista vivia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou o óbito no local. O caso foi registrado como morte suspeita no 37º Distrito Policial (Campo Limpo), e exames periciais foram requisitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML).

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Sol participaria de um evento cultural em Suzano às 15h no mesmo dia em que faleceu. A notícia de sua morte foi divulgada por meio das redes sociais da própria artista.

Nascida em Florianópolis, Sol alcançou fama nos anos 1980 com músicas como “Meu Gatinho”, conquistando espaço em programas como Silvio Santos e Clube do Bolinha. O sucesso a levou ao Japão, onde viveu por quase duas décadas se apresentando para a comunidade brasileira e japonesa.

Velório da cantora Sol foi marcado para segunda-feira (14) – Foto: Reprodução 

Apesar da formação em Direito, a cantora enfrentou dificuldades financeiras nos últimos anos. Amigos e fãs se mobilizaram nas redes sociais para arrecadar recursos que cobrissem os custos do velório e do sepultamento.

O velório está marcado para segunda-feira (14), às 11h, no Cemitério Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo.

Herança simbólica

A cantora Sol com o amigo e assessor André Scarcelli: “Ela era uma pessoa doce e feliz” Foto: Reprodução/Instagram

Segundo pessoas próximas, Sol deixou uma herança simbólica a seu assessor e amigo de longa data, Roberto Muniz, com quem trabalhou por mais de 15 anos. Em testamento simples, registrado há dois anos, a artista cedeu a ele o acervo pessoal de figurinos, discos, fotos e cadernos com composições inéditas. A decisão, segundo amigos, foi um gesto de gratidão e reconhecimento à lealdade e ao apoio prestado durante os períodos mais difíceis de sua vida.