
Traseira do Boeing 787 Dreamliner da Air India após atingir edifício em Ahmenabad, pouco após decolagem, em 12/6/25 – Foto: Amit Dave/Reuters
Retrospecto da Tragédia
Na quinta-feira, 12 de junho de 2025, o voo 171 da Air India, um Boeing 787 Dreamliner, caiu em Ahmedabad, no noroeste da Índia, logo após decolar. O avião estava a caminho de Londres, mas não conseguiu ganhar altitude, colidindo com um bairro residencial próximo ao aeroporto. A tragédia resultou na morte de 279 pessoas, sendo 230 passageiros e 12 membros da tripulação, além de 38 pessoas que estavam no solo, atingidas pela queda da aeronave. A explosão gerada pela colisão causou uma bola de fogo laranja que devastou a área, atingindo as casas ao redor.
Este acidente já é o mais fatal do mundo desde 2014, quando o voo MH17 da Malaysia Airlines foi abatido por um míssil sobre a Ucrânia, matando 298 pessoas.
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O novo balanço e os detalhes do acidente
Segundo informações atualizadas, 279 corpos ou partes de corpos foram levados ao hospital de Ahmedabad, um aumento em relação ao balanço anterior, que indicava 265 vítimas. A maioria dos passageiros era indiana, com 53 britânicos, 7 portugueses e 1 canadense também entre as vítimas. Apenas um passageiro sobreviveu, um britânico de origem indiana, que milagrosamente conseguiu sair dos destroços, gravemente ferido, e relatou à imprensa indiana que ainda não conseguia acreditar em sua sobrevivência.

Somente a traseira do avião ficou visível – Foto: Handout/Anadolu via Getty
Reações e investigações
Autoridades indiana e internacionais, incluindo equipes da aviação britânica e americana, estão trabalhando para determinar as causas do acidente. A investigação já recuperou uma das duas caixas-pretas do avião, e a busca pela segunda, que contém as gravações da cabine de pilotagem, continua. Especialistas destacam que é prematuro apontar conclusões definitivas sobre as causas da tragédia, embora os primeiros vídeos e relatos mostrem o avião tentando decolar, mas falhando em ganhar altitude, antes de colidir com o solo.
O acidente gerou uma série de questionamentos sobre a segurança do Boeing 787, especialmente após a Air India ordenar, por precaução, uma inspeção dos aviões da mesma linha em operação, focando em seus motores, flaps e trem de pouso.
Próximos passos
O governo indiano anunciou que um balanço definitivo da tragédia será divulgado após a realização de testes de DNA para a identificação das vítimas. As investigações seguem intensas, enquanto o CEO da Boeing, Kelly Ortberg, cancelou sua participação no maior salão aeronáutico do mundo, em Le Bourget, na França, devido ao acidente.
A comunidade internacional observa de perto o desenrolar do caso, que promete trazer novas revelações sobre a segurança aérea global.
