Congressistas republicanos já começam a projetar que o ataque deste sábado (13) em um comício na Pensilvânia fortalecerá a candidatura de Donald Trump para voltar à Presidência dos Estados Unidos.
Aliados do magnata avaliam que o atentado consolidará as bases republicanas, especialmente por conta das imagens já históricas que circulam do ex-mandatário com o punho erguido e o rosto ensanguentado.
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“Isso vai dar à base mais energia do que qualquer outra coisa. Ele gritando ‘lutem, lutem, lutem’. Esse será o slogan”, afirmou o congressista Tim Burchett, do Tennessee.

A equipe de atiradores do Serviço Secreto para proteção do ex-presidente – Foto: LAPRESSE
Após atentado, Trump pede união e diz a apoiadores para não “permitirem que o mal vença”
“Agradeço a todos por seus pensamentos e orações ontem, pois foi somente Deus que impediu que o impensável acontecesse”, escreveu. “Não temeremos, mas permaneceremos resistentes em nossa fé e desafiadores diante da maldade”.
Um membro da plateia e o atirador morreram após o tiroteio no comício do ex-presidente na Pensilvânia.
“Eu realmente amo nosso país e amo todos vocês, e estou ansioso para falar à nossa grande nação esta semana de Wisconsin”, concluiu ele.
No sábado, Trump já havia declarado no Truth Social que “soube imediatamente que algo estava errado, pois ouvi um zumbido, tiros e imediatamente senti a bala rasgando a pele”, confirmando que foi baleado e atingido por uma bala na “parte superior da minha orelha direita”.
Ainda de acordo com sua mensagem, houve muito sangramento e, após isso, ele percebeu o que estava acontecendo.
Também foram prestadas condolências à família do espectador que estava na plateia e morreu e para a outra pessoa que ficou gravemente ferida.
É “surpreendente” que atirador tenha disparado sem que autoridades soubessem sua posição, diz FBI
Em uma entrevista coletiva, Kevin Rojek, agente especial do FBI responsável pelo escritório de Pittsburgh, disse que é “surpreendente” que o atirador tenha conseguido disparar vários tiros durante o comício do ex-presidente Donald Trump em Butler, na Pensilvânia.
O atirador, Thomas Crooks, foi morto pelo Serviço Secreto. Segundo Kevin Rojek, o agente especial encarregado do escritório de campo do FBI em Pittsburgh, o agressor não tinha nenhuma identificação no corpo, então os agentes tiveram que “analisar seu DNA e obter confirmação biométrica”.
As autoridades também informaram que pelo menos um membro da plateia morreu e outros dois participantes ficaram gravemente feridos durante o tiroteio.

Mapa mostra onde estava Thomas Matthew Crooks, que baleou o Donald Trump durante um comício / CNN Brasil
Quem é Thomas Matthew Crooks, que atentou contra a vida de Trump
O atirador que, segundo as autoridades, foi o autor do atentado contra o ex-presidente Donald Trump era um republicano registrado de 20 anos que já havia feito uma pequena contribuição para um grupo alinhado aos democratas, de acordo com registros públicos.
Thomas Matthew Crooks morava no subúrbio de Bethel Park, em Pittsburgh, cerca de 56 km ao sul do comício de Trump. Ele se formou na Bethel Park High School em 2022, segundo uma reportagem da mídia local e um vídeo da formatura da escola.
Crooks foi registrado para votar como republicano, de acordo uma listagem no banco de dados de eleitores da Pensilvânia que correspondia ao seu nome, idade e endereço. A eleição presidencial deste ano teria sido a primeira em que ele teria idade suficiente para votar.

Thomas Crooks, de 20 anos, o atirador que tentou matar Trump estava em um telhado a 150 metros de distância do palco – Foto: reprodução
Registros da Comissão Eleitoral Federal mostram que um doador listado como Thomas Crooks, com o mesmo endereço, doou US$ 15 a um comitê de ação política alinhado aos democratas chamado Progressive Turnout Project em janeiro de 2021.
O pai de Crooks, Matthew Crooks, disse que estava tentando descobrir “o que diabos está acontecendo”, mas que “esperaria até falar com a polícia” antes de falar sobre seu filho.
O que aconteceu
O ex-presidente Donald Trump sofreu uma tentativa de assassinato durante um comício na Pensilvânia, nos Estados Unidos, neste sábado (13). Após barulhos de tiros serem ouvidos no local, ele foi retirado do palco sangrando, com um ferimento no rosto.
De acordo com seu porta-voz, Steven Cheung, o republicano está bem. Trump também agradeceu pelas mensagens e pediu união aos apoiadores.
O atirador, Thomas Crooks, foi morto pelo Serviço Secreto logo após o tentado.
Segundo Kevin Rojek, o agente especial encarregado do escritório de campo do FBI em Pittsburgh, o agressor não tinha nenhuma identificação no corpo, então os agentes tiveram que “analisar seu DNA e obter confirmação biométrica”.
As autoridades também informaram que pelo menos um membro da plateia morreu e outros dois participantes ficaram gravemente feridos durante o tiroteio.
