Considerado um dos maiores especialistas em energia no país, o físico e ex-presidente da Eletrobras Luiz Pinguelli Rosa faleceu nesta quinta-feira, aos 80 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Morreu na madrugada desta quinta-feira (3) o engenheiro nuclear e físico Luiz Pinguelli Rosa, aos 80 anos, após ter sido internado por Covid-19 há quase um mês. A Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro decretou luto oficial de três dias
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A sua relação com a instituição era de longa data. Além de se graduar em Física, foi diretor quatro vezes no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ), onde também se tornou mestre em Engenharia Nuclear e professor emérito e titular do Programa de Planejamento Energético.
Professor emérito e titular do Programa de Planejamento Energético da Coppe, participou do Programa de História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia da UFRJ e foi secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, organismo científico do governo brasileiro que estuda o problema do aquecimento global em suas implicações para o país e auxilia na criação e promoção de políticas.
No decorrer de sua carreira, recebeu a comenda com o grau de Chevalier de Lordre des Palmes Académiques, concedido em 1998 pelo Ministério da Educação da França; o Prêmio Golfinho de Ouro, categoria ciências, concedido no ano 2000 pelo Conselho Estadual de Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro e as Medalhas da Ordem do Mérito do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Defesa, em 2003.
Na Eletrobras, Pinguello foi presidente de janeiro de 2003 a maio de 2004, no primeiro mandato do ex-presidente Lula. Neste período, a estatal assumiu a gestão técnica e financeira do Programa Luz para todos e promulgou leis que redefiniram o modelo institucional do setor elétrico.
“A Eletrobras registra sua homenagem a Luiz Pinguelli Rosa, agradecendo pelas suas contribuições à companhia e ao setor elétrico brasileiro”, disse a empresa em nota.
Fonte: Portal CINCO
