Guerra

China apresenta plano de paz para a Ucrânia. Europa e NATO estão céticos com “plano Chinês”

A China apoia a soberania da Ucrânia, mas considera legítimas as preocupações de segurança da Rússia. Em nenhum momento fala de agressor ou agredido. A chefe do executivo europeu frisou que o projeto "não é propriamente um plano de paz" e que é preciso "ter em conta, como pano de fundo, que a China tomou partido" desde o início a favor da Rússia.


No primeiro aniversário da guerra na Ucrânia, a China apresentou um plano de paz, que surge dois dias depois de o chefe da diplomacia chinesa se ter reunido com o presidente russo, em Moscovo, e um dia depois de a China se ter abstido na votação de uma resolução da ONU a exigir a retirada russa.

Ucrânia: China já apresentou plano de paz à Rússia – DW – 22/02/2023

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Constituído por doze pontos, o plano de paz reflete a ambiguidade que Pequim tem mantido desde que a guerra começou.

A China apela ao fim das hostilidades e a que as duas partes voltem às conversações de paz imediatamente.

NATO destaca “falta de credibilidade” da China

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Foto: reprodução

Já Stoltenberg afirma que Pequim “não tem muita credibilidade”, lembrando que as autoridades chinesas “não foram capazes de condenar a invasão ilegal” e, dois dias antes da mesma, assinaram um acordo de “parceria ilimitada” com a Rússia.

A Alemanha foi um dos países a reagir rapidamente com críticas ao plano da China.

presidente alemão Frank-Walter Steinmeier exprimiu “dúvidas” quando ao “papel construtivo” que Pequim poderá desempenhar no caminho para a paz na Ucrânia e o governo germânico frisou que a proposta chinesa contêm vários pontos importantes, mas omite um crucial: em primeiro lugar, a retirada das tropas russas da Ucrânia.