
Senador Omar Aziz (PSD-AM)
Pré-candidato ao governo do Amazonas nas eleições de 2026, o senador Omar Aziz (PSD-AM) reacendeu uma antiga e polêmica promessa: a criação da Cidade Universitária no estado. A proposta, apresentada como uma das bandeiras centrais de sua pré-campanha, tem provocado forte reação da opinião pública, especialmente por seu histórico marcado por desperdício de recursos e abandono.
Durante entrevista ao portal Amazonas Atual, Aziz afirmou que pretende retomar o projeto caso seja eleito. “Pretendo, se Deus me permitir, [retomar o projeto da Cidade Universitária]. Mas não é para mim, é para as próximas gerações”, declarou o senador, comparando a iniciativa ao processo histórico de consolidação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). “Ninguém conclui uma universidade desse porte em dois ou três anos”, acrescentou.
Continua depois da Publicidade
A declaração, no entanto, trouxe à tona críticas antigas. Idealizado ainda em seu governo (2010–2014), o projeto da Cidade Universitária previa a construção de um moderno polo de ensino superior e pesquisa no município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. As obras foram iniciadas com grande divulgação institucional, mas jamais foram concluídas. Segundo registros oficiais, mais de R$ 50 milhões foram investidos, mas o local hoje se encontra abandonado, tomado pelo mato e com estruturas deterioradas.
Para críticos, a retomada da proposta às vésperas do pleito estadual representa uma tentativa de Aziz se reposicionar politicamente após anos de desgaste. “É um projeto que simboliza o fracasso de uma gestão. Ressuscitá-lo agora soa mais como estratégia de marketing do que compromisso real com a educação”, comenta um analista político local.
O ex-prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio Neto chegou a divulgar, em 2021, um vídeo intitulado “A Trama da Cidade Universitária – Parte 1”, no qual acusa Aziz de enganar a população com um projeto que já nascia fadado ao fracasso. “Fizeram maquete, anunciaram a oitava maravilha do mundo… Era a alegria dos empreiteiros e a felicidade dos que participavam dessa negociata sórdida”, afirmou Arthur no vídeo, criticando duramente a execução e os interesses por trás do empreendimento.
Para a população e especialistas da área de educação, o retorno do tema não convence. Muitos consideram a proposta uma tentativa de ressignificar um projeto fracassado, que, até hoje, não gerou nenhum benefício real à sociedade amazonense. O episódio permanece como um exemplo emblemático de promessas não cumpridas e da má gestão de recursos públicos no Amazonas.
Com a aproximação das eleições de 2026, o debate sobre a Cidade Universitária promete novos desdobramentos. Enquanto isso, o terreno onde o ambicioso complexo deveria funcionar continua como um símbolo do que não foi feito — e do que muitos esperam que não se repita.
Um projeto milionário que não saiu do papel
A Cidade Universitária foi anunciada como um ambicioso centro de ensino superior e pesquisa a ser construído em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. As obras chegaram a ser iniciadas em 2012 com grande divulgação, mas foram paralisadas sem explicações claras. Estima-se que mais de R$ 50 milhões tenham sido investidos no projeto, sem que nenhum benefício tenha sido entregue à população.
Atualmente, o terreno permanece abandonado, tomado pelo mato, com estruturas inacabadas e deterioradas. Para muitos, o local se tornou símbolo do desperdício de dinheiro público e da falta de planejamento.
Críticas e acusações
A retomada do discurso em torno da Cidade Universitária às vésperas das eleições estaduais de 2026 tem sido vista por analistas e lideranças locais como uma tentativa de Omar Aziz se reposicionar politicamente. O ex-prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio Neto foi um dos que mais criticaram o projeto, afirmando em 2021 que ele nasceu fadado ao fracasso.
“Fizeram maquete, anunciaram a oitava maravilha do mundo… Era a alegria dos empreiteiros e a felicidade dos que participavam dessa negociata sórdida”, declarou Arthur em vídeo publicado nas redes sociais. Ele também acusou Aziz de usar o projeto como peça publicitária sem qualquer compromisso real com o ensino superior no estado.
Descrédito popular
Para a população amazonense, a proposta de reativar o projeto não encontra mais respaldo. Especialistas afirmam que Aziz tenta ressignificar um fracasso administrativo como promessa de futuro, enquanto o passado ainda exige explicações.
O episódio segue como um dos casos emblemáticos de promessas políticas não cumpridas no Amazonas — e deve continuar sendo tema central no debate público até as eleições de 2026.
Fotos: Reprodução
