Neste domingo (3), milhares de pessoas se mobilizaram em ao menos 37 cidades brasileiras em atos públicos exigindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As manifestações foram marcadas por discursos inflamados, críticas ao Judiciário, pedidos de anistia aos presos dos atos de 8 de janeiro de 2023 e homenagens ao ex-presidente Jair Bolsonaro, impedido judicialmente de participar.

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As maiores concentrações ocorreram em:
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São Paulo (SP): a Avenida Paulista ficou completamente lotada em um dos maiores atos do dia, com participação de parlamentares e lideranças como o pastor Silas Malafaia, idealizador do movimento “Reaja Brasil”.
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Manaus (AM): manifestantes ocuparam áreas centrais da cidade com bandeiras, faixas e palavras de ordem contra o STF.
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Rio de Janeiro (RJ): na Avenida Atlântica, em Copacabana, o senador Flávio Bolsonaro e o governador Cláudio Castro participaram do protesto.
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Belém (PA): liderado por Michelle Bolsonaro, que celebrou o “fim da censura”
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Brasília (DF), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA) também registraram grande adesão.
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Goiânia (GO) — onde o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) liderou os protestos
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Belo Horizonte (MG)
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As manifestações ocorreram sob o lema “Reaja Brasil”, organizadas pelo bolsonarismo e partidos aliados como PL, Republicanos e Novo, além de lideranças como Silas Malafaia, Nikolas Ferreira e Damares Alves. Os protestos criticaram duramente o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes, com pedidos de impeachment e anistia para os investigados relacionados ao 8 de janeiro de 2023.
Diversas cidades – cerca de 35 a 37 – registraram atos entre 9h e 16h, incluindo carreata, motociata e caminhadas.
Principais capitais
Brasília (DF)
O protesto começou às 10h, no Eixão Sul em frente ao Banco Central. Vestidos com bandeiras e camisas da seleção, os manifestantes entoaram o Hino Nacional e levaram faixas contra Lula e Moraes. Discorrem figuras como Bia Kicis, Izalci Lucas e Pastor Daniel de Castro, denunciando “perseguição política” e pedindo anistia aos presos do 8 de janeiro. Segundo a Reuters, o ex-presidente Bolsonaro participou por telefone, por meio de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.
São Paulo (SP)
Manifestantes se reuniram às 14h na Avenida Paulista, em frente ao MASP — palco tradicional de protestos, mobilização contou com milhares de apoiadores do PL. Discurso contra Moraes e Lula liderou as pautas do ato.
Rio de Janeiro (RJ)
Em Copacabana, com início às 10h ou 11h, milhares participaram. O senador Flávio Bolsonaro discursou, reforçando o discurso de “liberdade” e agradecendo aos presentes pelo apoio ao ex-presidente.
Belo Horizonte (MG)
A concentração ocorreu às 10h na Praça da Liberdade, com a presença do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que pediu impeachment de Moraes e Lula, e falou de apoio à anistia.
Goiânia (GO)
Ato ocorreu por volta das 16h na Praça Universitária, com mobilização convocada por Gustavo Gayer (PL-GO) e militância local.
Salvador (BA)
Manifestantes se reuniram às 10h no Farol da Barra, no ato “Reaja Brasil”, com discursos convocados por deputados estaduais aliados ao PL.
Outras capitais
Houve manifestações registradas também em Belém, Manaus, Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Maceió, Natal, João Pessoa, Aracaju e outras — com formatos que variaram entre concentrações, motociatas, carreatas e caminhadas, em horários diversos entre 9h e 16h.
Principais pautas e clima dos atos
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Críticas centrais ao STF, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, acusado pelos manifestantes de “abuso de poder”.
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Insatisfação com o governo Lula, responsabilizado por decisões consideradas autoritárias ou prejudiciais à liberdade.
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Pedir impeachment de Moraes e Lula, além de apoiar anistia aos investigados do 8 de janeiro de 2023.
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Expressões de apoio internacional indireto, como menções a Trump, faixas com bandeiras e gritos “Magnitsky” — em referência às sanções aplicadas a Moraes pelos EUA.
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De forma geral, os atos transcorreram de maneira pacífica, com reforço na segurança policial e sem registros de incidentes relevantes.

Michelle Bolsonaro liderou ato “Fora Moraes” em Belém (PA) domingo (03/08/2025) – Foto: Kayo Farias
Michelle Bolsonaro, em discurso, elevou o tom contra o presidente da República. Ela acusou Lula de “entregar riquezas nacionais” a “ditadores estrangeiros”, afirmou que o país vive uma perseguição a liberdades individuais e chamou o petista de “irresponsável”, “mentiroso” e “cachaceiro sem-vergonha”. Também disse que Lula “não é macho para assumir as suas falas”.
A ex-primeira-dama também direcionou críticas ao STF, mencionando a mudança de posição do PT em relação à nomeação de Alexandre de Moraes. “Hoje eles veem como aliado quem antes rejeitavam”, declarou. Segundo ela, há uma tentativa de “calar a voz do povo conservador”, incluindo cristãos e trabalhadores. “Isso aqui é Brasil, não é Cuba”, disse.
Michelle justificou a escolha por participar do ato em Belém, e não na Avenida Paulista, como queriam aliados próximos. Em nota, sua assessoria afirmou que a decisão foi estratégica, por já haver um compromisso com o PL Mulher em Marabá e pelo desejo de marcar presença na região Norte. “O Norte precisa ser ouvido. É aqui que está o povo trabalhador, honesto e patriota”, disse durante o evento.

Manifestantes na praia de Copacabana pedem impeachment de Moraes – Foto: Junior Cabello
Outras cidades menores também registraram manifestações, totalizando mais de 30 atos confirmados por organizadores.
Motivações dos protestos
As manifestações foram motivadas por diversas razões, com destaque para:
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Impeachment de Alexandre de Moraes, acusado pelos manifestantes de abusos de autoridade e censura
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Protesto contra o governo Lula, considerado ilegítimo por muitos presentes
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Anistia aos presos do 8 de janeiro, considerados “injustamente condenados” pelos participantes
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Reação às sanções dos EUA contra Moraes, por meio da Lei Magnitsky, citada por parlamentares como Nikolas Ferreira e Paulo Bilynskyj
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Críticas à atuação do STF, que teria, segundo os manifestantes, ultrapassado limites constitucionais
Além disso, a ausência de Jair Bolsonaro foi destacada por vários líderes presentes, incluindo Marco Feliciano, que declarou: “Ele não pode falar, mas nós podemos falar por ele”.
Moraes foi também criticado por um gesto obsceno registrado em jogo do Corinthians dias antes, o que inflamou ainda mais os ânimos. “Um juiz que mostra o dedo do meio não merece esse lugar no Supremo”, disse a professora aposentada Paula Marsocchi, presente na Paulista.

Manifestação na Avenida Paulista, 03-ago-2025 / Foto: divulgação (X)
Declarações e lideranças em destaque
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Silas Malafaia pediu o fim do inquérito contra Bolsonaro e afirmou que Lula “precisa parar de falar asneiras”
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Nikolas Ferreira anunciou nova manifestação para o dia 7 de setembro: “Um grito à liberdade”
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Valdemar Costa Neto, presidente do PL, celebrou a adesão popular e mencionou mobilizações em todos os estados
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Michelle Bolsonaro, em Belém, afirmou: “Hoje é o dia do fim da censura no Brasil”
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Gustavo Gayer, em Goiânia, declarou: “O tempo do medo acabou”
O movimento também se mostrou crítico ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), acusado de não pautar projetos de interesse da oposição, como a anistia. Cartazes e faixas o rotulavam como “inimigo da nação”.
Apuí, no interior do Amazonas também entrou na manifestação

Carreata movimentou o município de Apuí – AM, com candidata ao governo do Estado, Maria do Carmo, neste domingo (03) – Foto: Phael Rocha/Assessoria MC
Distante cerca de 408 quilômetros de Manaus, a pequena cidade de Apuí (Braço Forte na língua Tupí), marcou o movimento nacional em defesa da liberdade e da democracia, com uma carreata, que movimentou as principais vias do município e teve seu encerramento com um encontro entre filiados do Partido Liberal e simpatizantes de Bolsonaro.
Perspectivas futuras
Líderes oposicionistas afirmaram que os protestos deste domingo foram apenas o começo de uma série de mobilizações. A próxima grande manifestação nacional está prevista para o dia 7 de setembro, data da independência do Brasil, com promessa de maior volume e pressão popular.
A movimentação de domingo mostrou a força de uma base conservadora que, mesmo sem a presença direta de Bolsonaro, permanece ativa, engajada e disposta a confrontar o que considera “abusos institucionais”. Para muitos, o objetivo é claro: derrubar Moraes, desafiar o governo Lula e preparar o terreno para 2026.
