O monitoramento por satélite detectou 209 km2 de desmatamento na parte brasileira da maior floresta tropical do mundo, revelam dados preliminares do sistema de vigilância DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

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Foto: reprodução
Equivalente a mais de 29.000 campos de futebol, a área inclui apenas dados até 17 de fevereiro, mas já representa um aumento em relação ao registro anterior, de 199 km2 destruídos ao longo do mês de fevereiro de 2022, o último ano do governo de Jair Bolsonaro.
Em janeiro passado, o monitoramento de satélites mostrou uma queda de 61% em relação ao mesmo período de 2022, embora as organizações ambientais tivessem alertado que era prematuro falar de uma reversão da tendência, uma vez que parte da queda poderia estar relacionada a uma maior cobertura de nuvens que afetaram os cálculos.
“O aumento do desmatamento da Amazônia no DETER pode ser um reflexo da limitação na detecção no mês passado, devido à alta cobertura de nuvens. O desmatamento que estamos observando pode, então, não só contemplar o desmatamento desse mês como o desmatamento do mês passado”, disse à AFP Daniel Silva, especialista em conservação da ONG WWF-Brasil.

Foto: Ibama
Especialistas dizem que a destruição se deve, principalmente, ao avanço de grileiros que desmatam para desenvolver atividades agrícolas e pecuárias.
Lula, de 77 anos, assumiu a Presidência pela terceira vez com a proteção da floresta como uma de suas principais bandeiras para que o Brasil deixe de ser um “pária” em questões climáticas, nomeou, mais uma vez, como ministra do Meio Ambiente a renomada ambientalista Marina Silva, chefe da pasta entre 2003 e 2008, quando o Brasil conseguiu reduzir significativamente o desmatamento.

Foto: reuters
Em janeiro, o Inpe havia registrado uma redução de 61% nas taxas de desmatamento, em relação ao mesmo mês de 2022: de 430 km² desmatados em janeiro do ano passado para 166 km². Na ocasião da divulgação desses dados, especialistas afirmaram que os números deveriam ser analisados com cautela, devido a um alto índice de cobertura de nuvens em janeiro, o que pode ter dificultado o monitoramento via satélite.
