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Justiça aceita interdição de Fernando Henrique Cardoso após agravamento de Alzheimer

Pedido foi feito pelos filhos e contou com concordância da companheira do ex-presidente, Patrícia Kundrát.


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Patricia Kundrát – Foto: Ze Carlos Barretta/Folhapress

A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, em razão do agravamento do quadro de Alzheimer. A decisão inclui a nomeação do filho, Paulo Henrique Cardoso, como responsável pela curatela.

O processo foi movido pelos filhos do ex-presidente, que apresentaram laudos médicos apontando a incapacidade de FHC para a prática de atos da vida civil. A medida foi inicialmente aceita pela Justiça, com prazo para manifestação da companheira do ex-presidente.

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Na sequência, Patrícia Kundrát formalizou concordância com a interdição e com a indicação do filho como curador, etapa necessária para a continuidade do processo.

De acordo com a decisão judicial, a curatela tem caráter provisório e, neste primeiro momento, abrange principalmente a gestão patrimonial e financeira. Outras definições ainda dependem de perícia médica prevista em lei.

O processo tramita sob sigilo. Documentos apresentados à Justiça indicam que o estado de saúde do ex-presidente compromete a validade de procurações anteriormente concedidas, o que motivou a solicitação da família.

Fernando Henrique Cardoso governou o país entre 1995 e 2002 e, após deixar o cargo, permaneceu ativo no debate público por meio de atividades acadêmicas e políticas.