Internacional

Presidente do Sri Lanka entrega carta de renúncia, após fugir para Singapura


Se o pedido for aceito, ele se tornará o primeiro presidente do Sri Lanka a renunciar desde a adoção do presidencialismo como sistema de governo, em 1978.

O presidente do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa, renunciou, nesta quinta-feira (14) em Singapura, aonde acabara de chegar, enquanto os manifestantes encerraram a ocupação de edifícios públicos em Colombo, garantindo, contudo, que continuarão pressionando o poder em meio à grave crise, econômica e política.

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09/07 - Manifestantes protestam dentro da residência oficial do Presidente Gotabaya Rajapaksa após sua fuga em meio à crise econômica do país em Colombo, Sri Lanka — Foto: Dinuka Liyanawatte/Reuters

Enviada por e-mail para o presidente do Parlamento, a carta de renúncia foi transmitida ao procurador-geral do país para que ele avaliasse os aspectos legais antes de aceitá-la formalmente, disse o porta-voz do titular do Parlamento, Indunil Yapa.

Rajapaksa, de 73 anos, havia dado a quarta-feira (13) como prazo máximo para fazer o pedido de renúncia. Se o mesmo for aceito, ele se tornará o primeiro presidente do Sri Lanka a renunciar desde a adoção do presidencialismo como sistema de governo, em 1978.

Sua decisão na quarta-feira de tornar seu aliado primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe o presidente interino desencadeou mais protestos, com manifestantes invadindo o parlamento e o gabinete do primeiro-ministro exigindo que ele também renuncie.

Um homem agita a bandeira nacional do Sri Lanka depois de escalar uma torre perto da secretaria presidencial em Colombo, capital do país, invadida por manifestantes contra o governo:

11/07 - Um homem agita a bandeira nacional do Sri Lanka depois de escalar uma torre perto da secretaria presidencial em Colombo, capital do país, invadida por manifestantes contra o governo — Foto: Arun Sankar/AFP

“Queremos que Ranil vá para casa”, disse na quinta-feira Malik Perera, motorista de 29 anos que participou dos protestos no parlamento. “Eles venderam o país, queremos que uma boa pessoa assuma, até lá não vamos parar.”

Redação Portal CINCO