Mais de 5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia, 2 milhões são crianças, disse a Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira (20), uma marca atingida quando a invasão da Rússia está prestes a completar dois meses.
A fuga de ucranianos superou os cálculos feitos no início do conflito pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiado (Acnur), que previu que a invasão forçaria 4 milhões de pessoas a deixarem o país. A ONU afirmou hoje que a velocidade e a escala de saída dos ucranianos transformam o êxodo na maior crise de refugiados da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
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O Acnur diz ainda que 7,1 milhões de pessoas deixaram suas casas e estão em outras partes do país desde o início da guerra. Cerca de 13 milhões estão presas em áreas onde há confronto e não conseguem fugir.
A maioria dos ucranianos – cerca de 2,8 milhões de pessoas – foram para a Polônia. Lá, eles têm direito a documentos de identificação nacional que permitem a obtenção de trabalho, assistência médica gratuita, acesso a escolas para crianças e auxílio monetário para famílias com filhos pequenos. Mais da metade dos refugiados da Ucrânia são crianças, segundo o ACNUR.
Mesmo assim, cerca de 738.000 pessoas voltaram da Polônia para a Ucrânia durante a guerra. Alguns vão e voltam para abastecer-se de suprimentos na Polônia, enquanto outros retornam à Ucrânia para encontrar-se com parentes e visitar suas casas.
Dependendo do que encontram no retorno, optam por sair do país novamente. A Hungria, conhecida por rejeitar veementemente refugiados de países africanos, também emergiu como um importante reduto para ucranianos. Dos mais de 465.000 que chegaram no país, cerca de 16.400 solicitaram status de proteção – o que significa que pretendem ficar por lá. Muitos são membros da minoria étnica húngara na Ucrânia.
O EUA está doando 2 milhões de dolares para Ucrânia e é o país que mais abriga refugiados ucranianos durante este período.
