Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que poderá ceder o órgão caso não haja riscos ao item mumificado
O governo do Brasil deseja contar com um empréstimo temporário do coração mumificado de dom Pedro 1º, para a comemoração do bicentenário da independência do país, na expectativa de que será possível trazê-lo de Portugal.
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A informação foi revelada à imprensa lusitana pelo diplomata George Prata, coordenador adjunto das atividades culturais da comemoração.
O embaixador brasileiro em Portugal, George Prata, confirmou à agência portuguesa que as autoridades brasileiras já manifestaram a vontade de trazer o órgão ao Brasil temporariamente.
“O contato foi feito por mim. Quando eu estive em Portugal, estive no Porto, visitei a Câmara Municipal e tive também uma reunião com representantes da irmandade de Nossa Senhora da Lapa”, afirmou Prata.
“Isso ainda está num estado inicial e há algumas considerações a serem tomadas em conta, talvez a mais importante delas seja o estado de conservação do coração e saber se ele poderia ser transferido temporariamente para o Brasil”, acrescentou o embaixador.
Veja imagem do coração de D. Pedro I está preservado em formol num recipiente de vidro depositado na Irmandade da Lapa:

Para retirá-lo, é necessária uma operação cuidadosa: primeiro uma chave para retirar uma pesada placa de cobre, depois duas chaves para remover uma grade, outra para abrir uma espécie de cofre, e a última fechadura dá acesso ao vaso de prata onde está a urna.
O órgão foi visto em público pela última vez há sete anos, quando a Câmara do Porto, guardiã das chaves da urna, autorizou que o coração fosse mostrado para um filme sobre a vida do imperador brasileiro. O coração fica conservado em formol.
Se não trouxer riscos, seria interessante ceder o coração a título devolutivo”, afirmou Moreira, ao Expresso.
Em 1972, os ossos de D. Pedro I foram transferidos para o Brasil. Na ocasião, o país comemorava os 150 anos da independência de Portugal. Na ocasião, a ossada foi trazida para as margens do Rio Ipiranga, em São Paulo, onde o imperador gritou “independência ou morte”.
Redação: Portal CINCO
