Alexandre de Moraes determinou buscas nas residências dos suspeitos, em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Ceará
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de contas bancárias e das redes sociais de empresários investigados por defenderem, pelo WhatsApp, um golpe de Estado. O magistrado também pediu a quebra de sigilo financeiro dos investigados e expediu mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (23/8).
As buscas são feitas nas residências dos suspeitos, em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Ceará.
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Empresários apoiadores de Jair Bolsonaro passaram a defender abertamente um golpe de Estado, caso Lula seja eleito em outubro, derrotando o atual presidente. A possibilidade de ruptura democrática foi o ponto máximo de uma escalada de radicalismo que dá o tom do grupo de WhatsApp Empresários & Política, criado no ano passado e cujas trocas de mensagens vêm sendo acompanhadas há meses.
A conversa sobre um possível golpe, feita por alguns integrantes de um grupo de empresários por meio da rede whatsapp, foi entendida como sendo: ataques sistemáticos ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a quaisquer pessoas ou instituições que oportunizem a volta do PT ao poder.
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“Sigo tranquilo, pois estou ao lado da verdade e com a consciência limpa”, declarou Hang, em nota à imprensa. “Desde que me tornei ativista político, prego a democracia e a liberdade de pensamento e expressão, para que tenhamos um país mais justo e livre para todos os brasileiros”, prosseguiu.
O proprietário da Havan contou que trabalhava na empresa, às 6h, quando a PF o abordou e recolheu seu telefone celular.
“Em minhas mensagens em um grupo fechado de WhatsApp, está claro que eu nunca, em momento algum, falei sobre golpe ou sobre STF. Eu fui vítima da irresponsabilidade de um jornalismo raso, leviano e militante, que infelizmente está em parte das redações do Brasil”, concluiu.



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José Koury. Imagem/Reprodução
A assessoria de Luiz André Tissot, da Sierra Móveis, disse que ele não vai se pronunciar sobre a operação.
Redação: Portal CINCO
