Cultura

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Quadrinhista parintinense lança graphic novel inspirada na cosmogonia indígena amazônica

“Akitãi e os Caçadores de Mapinguari” marca a estreia do Estúdio Romahs e inaugura uma saga épica baseada em mitos e lendas dos povos originários do Brasil


Romahs Mascarenhas – Foto: Divulgação

O quadrinhista parintinense Romahs Mascarenhas lança neste domingo, 8 de fevereiro, em Manaus, a graphic novel “Akitãi e os Caçadores de Mapinguari”, obra autoral inspirada na cosmogonia indígena amazônica e nas lendas tradicionais dos povos originários do Brasil. O evento acontece a partir das 18h30, no Encruzilhada Bar, localizado no centro da capital amazonense.

Além de apresentar a nova publicação, o lançamento marca oficialmente o início das atividades do Estúdio Romahs, projeto criado pelo artista. O evento contará ainda com apresentação musical de Famorelo e José Choque, com performances em violino, harpa e violoncelo.

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Com mais de 14 anos de atuação como roteirista na Maurício de Sousa Produções, Romahs estreia no mercado de graphic novels autorais com uma obra de ficção fantástica de forte identidade regional. “Akitãi e os Caçadores de Mapinguari” inaugura uma saga épica desenvolvida a partir de extensa pesquisa sobre mitologias indígenas da Amazônia.

A narrativa acompanha Akitãi, um jovem que vive com a mãe e a irmã em uma antiga casa no centro de Manaus, até que um acontecimento trágico muda completamente sua trajetória. A partir disso, o personagem embarca em uma jornada por uma Amazônia encantada, onde encontra figuras lendárias como Curupira, Mãe D’água, Cobra-Grande, Mátinta Perê e o mítico Mapinguari.

Imagem: Divulgação

Entre as principais referências utilizadas na construção do universo da obra está o livro “Antes o Mundo Não Existia”, que reúne narrativas da cosmogonia do povo Dessana, etnia indígena da região do Alto Rio Negro, no Amazonas. Segundo a tradição, a criação do mundo é atribuída à entidade Yebá Beló, conhecida como a Avó do Mundo.

No aspecto visual, a graphic novel segue o formato clássico dos quadrinhos europeus, com capa dura, dimensões de 28 por 20 centímetros e traço inspirado nas escolas francesa e belga. A proposta estética busca reforçar o caráter épico da narrativa e estabelecer um diálogo entre a linguagem internacional dos quadrinhos e as histórias amazônicas.

A obra foi viabilizada por meio da Lei Paulo Gustavo, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM).

Contato para entrevistas:
Romahs Mascarenhas – [email protected]
Instagram: @romahs_mascarenhas e @estudioromahs