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Vasco vence o Boca Juniors na Bombonera e fica a um empate da final da Sul-Americana

Com gol de Adson, equipe cruz-maltina supera pressão argentina, resiste após expulsão de Andrés Gómez e leva vantagem para o confronto decisivo no Rio de Janeiro.


Jogadores do Vasco da Gama comemoram gol de Adson contra o Boca — Foto: Agustin Marcarian/REUTERS

 

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O Vasco da Gama conquistou uma vitória de grande peso internacional ao derrotar o Boca Juniors por 1 a 0, na noite de terça-feira (13), no estádio La Bombonera, em Buenos Aires. O resultado, válido pelo jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana de 2026, coloca o time carioca em posição favorável na disputa por uma vaga na decisão do torneio continental.

Diante de uma torcida argentina conhecida pela intensidade de seu apoio, o Cruz-Maltino apresentou personalidade, organização tática e eficiência nas oportunidades criadas. Mesmo com a pressão dos donos da casa na segunda etapa e a expulsão de Andrés Gómez, a equipe conseguiu sustentar a vantagem até o apito final.

Adson decide e Vasco surpreende em Buenos Aires

O gol da vitória saiu aos 25 minutos do primeiro tempo. Após uma boa jogada construída pelo lado esquerdo, Andrés Gómez levantou a bola na área e encontrou Adson, que apareceu para finalizar de cabeça e colocar o Vasco em vantagem.

O atacante voltou a ser decisivo na campanha vascaína pela Sul-Americana. Embora dispute espaço no elenco em meio aos compromissos do Campeonato Brasileiro, Adson tem aproveitado as oportunidades na competição internacional e demonstrado importância para o esquema do técnico português Pedro Emanuel.

Depois de abrir o placar, o Vasco manteve a proposta de valorizar a posse de bola e buscar espaços na defesa adversária. O meio-campo teve participação importante na construção das jogadas, enquanto o sistema defensivo conseguiu limitar as ações ofensivas do Boca durante boa parte da etapa inicial.

Expulsão muda o cenário da partida

O Vasco teve a oportunidade de ampliar a vantagem no início do segundo tempo. Após uma combinação ofensiva com Adson, Paulo Henrique ficou em condições de marcar, mas não conseguiu converter a chance.

Na sequência, o Boca Juniors aumentou a intensidade e passou a pressionar com mais frequência. Um cruzamento de Blanco terminou com a bola acertando a trave, em um dos primeiros sinais de perigo dos argentinos na etapa complementar.

O momento mais delicado para o time brasileiro ocorreu com a expulsão de Andrés Gómez, após reclamações com a arbitragem. Com um jogador a menos, o Vasco precisou abandonar parte de sua postura ofensiva e concentrar esforços na proteção do resultado.

A equipe argentina aproveitou a superioridade numérica para avançar suas linhas e buscar o empate. Ascacíbar acertou o travessão, enquanto outras investidas levaram perigo à área cruz-maltina. Em uma das principais intervenções defensivas, Robert Renan bloqueou uma finalização de Merentiel que poderia terminar no fundo da rede.

Apesar do volume ofensivo do Boca nos minutos finais, o Vasco manteve a concentração e confirmou o triunfo fora de casa.

Defesa ganha protagonismo na vitória cruz-maltina

Além de Adson, responsável pelo gol decisivo, o desempenho defensivo foi determinante para o resultado. Robert Renan e Saldivia tiveram participação importante na contenção das investidas argentinas, especialmente depois da expulsão.

No meio-campo, Sosa também contribuiu para a organização da equipe, ajudando a equilibrar a marcação e a saída de bola. A capacidade de suportar a pressão nos minutos finais foi um dos principais fatores para o Vasco deixar Buenos Aires com a vantagem no placar agregado.

A vitória também representa um resultado relevante para um elenco que busca conciliar a campanha continental com os desafios do Campeonato Brasileiro. O desempenho na Argentina reforça a competitividade da equipe em um momento decisivo da temporada.

Justiça libera o Maracanã para a partida de volta

Além da repercussão esportiva, o confronto ganhou destaque por causa da disputa envolvendo o estádio da partida decisiva. Na terça-feira (13), a Justiça do Rio de Janeiro restabeleceu a autorização para que Vasco e Boca Juniors se enfrentem no Maracanã, após uma decisão anterior ter suspendido a liberação do estádio.

A medida foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e permitiu a retomada da organização do evento no local. A torcida vascaína também respondeu à expectativa pelo confronto: os ingressos disponibilizados para a partida de volta foram anunciados como esgotados.

A definição do estádio era considerada fundamental para o planejamento da partida, tanto pela capacidade de público quanto pela logística de segurança de um confronto internacional dessa dimensão.

O que o Vasco precisa para chegar à final?

Com a vitória por 1 a 0 na Argentina, o Vasco entra em campo para o duelo de volta com a vantagem de jogar pelo empate para avançar à final da Copa Sul-Americana.

A partida está marcada para terça-feira, 20 de outubro, às 21h30, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Uma vitória vascaína por qualquer placar também garante a classificação no tempo regulamentar.

Se o Boca Juniors vencer por um gol de diferença, a disputa será encaminhada para os pênaltis, conforme o regulamento da competição. Caso os argentinos triunfem por dois ou mais gols de vantagem, a equipe brasileira será eliminada.

O vencedor do confronto enfrentará na final o classificado da outra semifinal, disputada entre Atlético Mineiro e Montevideo City Torque. A decisão da edição de 2026 da Sul-Americana está programada para 21 de novembro, em Barranquilla, na Colômbia.

Com a vantagem conquistada em território argentino, o Vasco agora depende de mais uma atuação consistente para transformar a vitória na Bombonera em uma vaga na decisão continental.