ALERTA DE GRAVE INSALUBRIDADE DO AR EM MANAUS E OUTROS MUNICÍPIOS DO AMAZONAS
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Foto: Reprodução
A qualidade do ar é péssima em praticamente toda a cidade de Manaus-AM. Em Autazes-AM, os contornos da tragédia ambiental e sanitária são ainda mais dramáticos, pois os valores de MP2.5 são próximos a gravíssimos 600 por m3 ou cerca de 40 vezes além do tolerável. Este é provavelmente, o pior dia do ano, em termos de fumaça tóxica! Quem puder fique em casa, com portas e janelas fechadas, especialmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades respiratórias e cardiovasculares.
A crise climática está cada vez pior e tem parlamentar ignorando esta crise que se repete anos após ano, quase sempre causada por pessoas ligada a atividades agropastoris ou que posteriormente se beneficiam dessa devastação, sem se importarem com suas graves e inaceitáveis consequências.
Jesem Orellana
Epidemiologista-FIOCRUZ/Amazônia

A qualidade do ar em diferentes regiões do Amazonas tem sido motivo de preocupação em meio ao avanço dos incêndios florestais durante a temporada de queimadas de 2026. A fumaça compromete as condições ambientais e pode agravar problemas respiratórios, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.
A repetição desses episódios ao longo dos anos também evidencia desafios relacionados à prevenção, à fiscalização e à capacidade de resposta dos municípios diante das ocorrências. A preparação antecipada, a atualização dos planos de contingência e a disponibilidade de equipes e equipamentos especializados são medidas importantes para reduzir os impactos dos incêndios.
Planejamento e estrutura de combate
Em Autazes, no interior do Amazonas, a Recomendação nº 34/2026 do Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM), emitida em 20 de agosto de 2026, é apontada como um dos documentos relacionados à atuação do poder público diante dos problemas ambientais. O cumprimento das medidas recomendadas e as providências eventualmente adotadas pelo município precisam ser verificados junto aos órgãos responsáveis.
No âmbito estadual, a estrutura permanente de prevenção e combate aos incêndios florestais também está entre os pontos que demandam atenção. A disponibilidade de aeronaves especializadas, o reforço do efetivo de bombeiros capacitados e a integração entre os órgãos públicos são fatores relevantes para ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência.
A cooperação entre os governos municipal, estadual e federal pode contribuir para o enfrentamento dos focos de incêndio. No entanto, o planejamento prévio e a manutenção de recursos operacionais são fundamentais para que as ações não dependam exclusivamente de medidas emergenciais.
Impactos ambientais e à saúde
Além dos danos à vegetação e à fauna, os incêndios florestais provocam a emissão de partículas e gases que prejudicam a qualidade do ar. Em períodos de fumaça intensa, a população pode apresentar irritação nos olhos e na garganta, tosse e dificuldade para respirar.
Diante desse cenário, o monitoramento da qualidade do ar, a divulgação de orientações à população e a atuação coordenada dos órgãos ambientais e de defesa civil são medidas importantes para reduzir os riscos.
A recorrência das queimadas no Amazonas reforça a necessidade de políticas permanentes de prevenção, fiscalização e combate ao fogo, com planejamento, recursos adequados e transparência na execução das ações públicas.
Recomendação 34/2026 do Ministério Público de Contas-AM :
RECOMENDACAO-N.-34_2026-MP-CMA
