Entidades questionam ações do governo em buscas sobre indigenista e jornalista britânico no AM.
O desaparecimento do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips na Amazônia chegou ao nono dia nesta terça-feira (14). Ao longo desse período, um suspeito foi preso, material orgânico aparentemente humano e objetos pessoais dos dois profissionais foram encontrados, o presidente Jair Bolsonaro (PL) falou em indícios de “maldade”, indígenas da região e em Brasília e parentes e amigos em Londres e no Rio de Janeiro protestaram em favor da intensificação das buscas e houve até confirmação à família por parte da Embaixada do Brasil no Reino Unido de que os corpos teriam sido localizados – informação negada pela Polícia Federal, que segue com agentes fazendo buscas na região.
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Segundo a PF, foram encontrados:
- um cartão de saúde em nome de Bruno Pereira;
- uma calça preta de Bruno;
- um chinelo preto de Bruno;
- um par de botas de Bruno;
- um par de botas de Dom Phillips;
- uma mochila de Dom contendo roupas pessoais.
Além disso, uma nova embarcação foi encontrada na mesma região por equipes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). O item foi encaminhado para a Polícia Federal.
Embora a informação sobre a nova embarcação ainda deva ser confirmada pela polícia, um material do tipo pode trazer novas informações acerca do caso.
N segunda-feira, indígenas do Vale do Javari realizaram uma manifestação em Atalaia do Norte. Os povos originários pedem maior atenção das autoridades com a região e pedem que o desaparecimento seja esclarecido rapidamente. Eles citam que outros casos de desaparecidos ficaram sem respostas na região.
O protesto dos indígenas também demostra apoio às lideranças que estão à frente da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari) e manifesta solidariedade às famílias de Dom Phillips e Bruno Pereira. Segundo os indígenas, a região tem sido alvo constante do ataque de madeireiros, do garimpo ilegal e de narcotraficantes.
Redação Portal CINCO
