Amazonas

PF encontra restos mortais em busca de indigenista e jornalista no AM


Polícia Federal já prendeu duas pessoas, e encontrou restos mortais que foram enviados para uma perícia em Brasília.

O superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Eduardo Alexandre Fontes, confirmou ontem (15) que foram encontrados “remanescentes humanos” durante as buscas pelo indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, que estão desaparecidos desde 5 de junho, na região do Vale do Javari, no oeste do estado. 

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O suspeito, um pescador que havia ameaçado Pereira por causa de seus esforços para combater a pesca ilegal em território indígena, levou a polícia a um local remoto onde os restos foram desenterrados, disse o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Eduardo Fontes, em entrevista coletiva.

A notícia marca uma conclusão sombria para um caso que provocou indignação em todo o mundo, pairando sobre o presidente Jair Bolsonaro em uma cúpula regional na semana passada e aparecendo como assunto de preocupação no Parlamento britânico na quarta-feira (15).

Encapuzado, pescador foi colocado em uma lancha e levado para o local onde Dom e Bruno estariam.

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Phillips, um repórter freelancer que já escreveu para os jornais The Guardian e Washington Post, estava fazendo pesquisa para um livro em uma viagem com Pereira, ex-coordenador da Funai responsável por povos indígenas isoladas e recém-contactados.

Os dois estavam em uma área remota de floresta próxima às fronteiras com a Colômbia e o Peru, chamada Vale do Javari, região que tem o maior número de povos indígenas não contactados no planeta. O local tem sido invadido por pescadores, caçadores, madeireiros e garimpeiros ilegais, e, segundo a polícia, é uma rota importante para o narcotráfico.

A polícia já havia identificado seu principal suspeito como o pescador Amarildo da Costa, conhecido como “Pelado”, que foi preso na semana passada sob a acusação de porte de armas. Seu irmão Oseney da Costa, de 41 anos, ou “Dos Santos”, foi levado sob custódia na terça-feira à noite.

“Foi realizada toda a reconstituição do crime, com autorização judicial, devidamente filmada. E depois nós fomos até o local onde ele (suspeito) anunciou que havia enterrado os corpos”, disse Fontes na entrevista realizada em Manaus.

PF diz que Amarildo confessou assassinato de indigenista e jornalista no AM; 'remanescentes humanos' encontrados passarão por perícia | Amazonas | G1

Defensores públicos representando os irmãos não puderam ser contactados imediatamente para comentários. A família dos suspeitos havia negado anteriormente qualquer papel no desaparecimento dos homens.

Fontes, da PF, disse aos jornalistas que o “primeiro suspeito” havia confessado e levado a polícia aos restos mortais, mas que o outro suspeito sob custódia havia negado qualquer papel, apesar de provas incriminatórias. A polícia está investigando o envolvimento de uma terceira pessoa e outras detenções são possíveis, acrescentou.

Os irmãos Costa foram vistos reunidos no rio Itacoaí momentos após a passagem de Phillips e Pereira em 5 de junho, em direção à cidade ribeirinha de Atalaia do Norte, disse uma testemunha à Polícia Federal, segundo em um relatório visto pela Reuters.

O relatório da polícia dizia que as testemunhas ouviram Pereira dizer que havia recebido ameaças de Amarildo da Costa. Ex-coordenador da Funai, Pereira foi fundamental em seu tempo na agência para impedir o garimpo de ouro e a pesca ilegal em rios habitados por povos indígenas do Vale do Javari.

Policia Federal atualiza informações sobre buscas:

Redação Portal CINCO

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