
Um soldado que fugiu de um quartel levando um fuzil e munições se entregou às autoridades sem o armamento. O caso mobilizou equipes de segurança e passou a ser investigado para esclarecer as circunstâncias da fuga e localizar o material militar.
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O Comando Militar do Nordeste (CMNE) comunicou que o soldado Pedro Gabriel Bezerra se entregou, nesta quarta-feira (21/10), à polícia do Exército, mas que estava sem o fuzil e as munições que teria levado após fugir do quartel, em Recife (PE).
A apresentação do militar encerrou as buscas por ele, mas não resolveu a preocupação com o desaparecimento do fuzil e das munições. As autoridades apuram o que aconteceu durante o período em que o soldado permaneceu fora da unidade militar.
Investigação busca localizar fuzil e munições
O caso envolve a retirada de armamento de uma instalação militar sem autorização. A investigação deverá esclarecer como ocorreu a fuga, quais foram as circunstâncias da saída do quartel e onde estão o fuzil e as munições.
A entrega do soldado sem o material reforça a necessidade de localizar o armamento e verificar se houve participação de outras pessoas no caso.
Até a confirmação de novos detalhes pelas autoridades, não é possível afirmar o destino do fuzil nem das munições.
Jovem foi presa por suspeita de ajudar na fuga
Na segunda-feira (19), uma jovem de 18 anos foi presa por suspeita de ajudar Pedro Gabriel a fugir do quartel. Conforme informações divulgadas pelo Comando Militar do Nordeste, ela foi alvo de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.
Em depoimento, a jovem teria afirmado que esteve com o soldado depois do desaparecimento. Segundo a defesa do militar, ela seria namorada dele e estaria grávida, com uma gestação considerada de risco.
Família afirma que não sabe o que motivou o caso
A mãe do soldado, Tamires Ferreira, relatou que mantinha contato frequente com o filho e que não tinha conhecimento de qualquer situação que pudesse explicar o ocorrido. Segundo ela, Pedro Gabriel morava com os avós maternos desde os 7 anos, em Paulista, e mantinha uma rotina próxima da família.
De acordo com a mãe, o jovem era tranquilo, frequentava uma igreja evangélica desde a infância e não costumava reclamar do serviço militar. Ela também contou que o filho havia retornado de um período de férias na quarta-feira (14), após participar de um curso de formação para cabo.
O último contato entre mãe e filho ocorreu na noite da sexta-feira (16), poucas horas antes de o desaparecimento ser constatado. Segundo Tamires, ele enviou uma mensagem com um coração por volta das 22h11.
A família afirma que continua em busca de esclarecimentos sobre o que aconteceu. A investigação deverá apurar as circunstâncias do desaparecimento, a participação de outras pessoas e o paradeiro do fuzil e das munições.
