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Economia

Greve expõe crise bilionária dos Correios e aumenta pressão sobre governo

Trabalhadores cruzam os braços por tempo indeterminado após fracasso das negociações; estatal acumulou rombo de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre.


No primeiro trimestre deste ano, os Correios registraram um rombo de R$ 3,1 bilhões — Foto: Reprodução

 

Os Correios amanheceram nesta sexta-feira (11) sob o impacto de uma greve nacional por tempo indeterminado, aprovada pelos trabalhadores após o fracasso das negociações salariais com a direção da estatal. O movimento começou às 22h de quinta-feira e coloca ainda mais pressão sobre uma empresa que enfrenta uma grave deterioração financeira.

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A paralisação foi aprovada por 35 sindicatos ligados à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). No Acre, a votação estava prevista para ocorrer nesta sexta-feira.

O movimento ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação entre trabalhadores e empresa, inclusive com tentativas de mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sem acordo, os funcionários rejeitaram as propostas apresentadas pela direção dos Correios e decidiram pela paralisação.

Rombo de R$ 3,1 bilhões

A greve ocorre em um momento particularmente delicado para os Correios. A estatal registrou rombo de R$ 3,1 bilhões somente no primeiro trimestre de 2026, um resultado que evidencia a dimensão da crise financeira enfrentada pela empresa.

O cenário aumenta a pressão por respostas sobre a situação econômica da estatal, justamente quando trabalhadores e direção não conseguem chegar a um entendimento sobre salários e benefícios.

Plano de saúde vira outro foco de tensão

Além do reajuste salarial, o plano de saúde dos empregados também está no centro do conflito.

Segundo a Findect, a direção dos Correios pretende deixar de manter o plano nos moldes atuais. Para os trabalhadores, a mudança pode aumentar o custo da assistência médica para os funcionários e prejudicar a cobertura oferecida.

A combinação entre bilhões em prejuízos, conflito trabalhista e impasse sobre benefícios coloca os Correios diante de mais uma crise que agora chega diretamente à população, com potencial de afetar a prestação dos serviços postais em todo o país.

Enquanto a paralisação avança, cresce a cobrança por uma solução capaz de conciliar a situação financeira da estatal com as reivindicações dos trabalhadores, evitando que a crise administrativa e econômica se transforme em um problema ainda maior para usuários e para os próprios funcionários.