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Venezuela amplia operação de resgate com apoio internacional; número de mortos sobe para 1.450

Militares dos Estados Unidos se unem às equipes de socorro enquanto autoridades confirmam aumento no número de vítimas e ONU estima cerca de 50 mil desaparecidos após os terremotos.


Prédios danificados pelos terremotos três dias após atingirem Catia La Mar, Venezuela. — Foto: Matías Delacroix/AP Photo

 

A Venezuela intensificou neste domingo (28) as operações de busca e resgate após os terremotos que devastaram o norte do país na última quarta-feira (24). Com a chegada de militares dos Estados Unidos e de equipes de socorro de diversos países, o governo venezuelano confirmou que o número de mortos subiu para 1.450, enquanto 3.150 pessoas ficaram feridas e 12.721 permanecem desalojadas.

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O novo balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que também informou que 774 edifícios foram danificados, dos quais 189 desabaram completamente. Segundo estimativa das Nações Unidas, cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas, enquanto até 6,8 milhões de moradores podem ter sido afetados pelos tremores.

Neste domingo, militares enviados pelo Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) desembarcaram na Venezuela para reforçar as ações humanitárias. Os fuzileiros navais atuarão nas operações de busca e resgate e também na recuperação da infraestrutura crítica atingida pelo desastre.

 

Equipes de resgate procuram pessoas presas nos destroços após terremoto em La Guaira, na Venezuela — Foto: Ariana Cubillos/AP Photo

 

De acordo com o SOUTHCOM, um Elemento de Resposta de Contingência já está no país auxiliando as autoridades venezuelanas na ampliação da capacidade operacional do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal porta de entrada da Venezuela, para facilitar a chegada e a saída de voos com ajuda humanitária.

Além disso, cerca de 130 fuzileiros navais norte-americanos devem chegar ao Porto de La Guaira nas próximas 24 horas para colaborar na reabertura do terminal, fechado desde os terremotos. A expectativa é restabelecer o recebimento de suprimentos, equipamentos e ajuda internacional destinados às regiões mais afetadas.

As operações de socorro contam com apoio de mais de 1.600 profissionais de resgate enviados por diversos países, entre eles Brasil, Colômbia, México, Estados Unidos, Espanha, Suíça, Equador, Chile, República Dominicana, Panamá e El Salvador. O governo venezuelano informou que novos voos humanitários devem chegar ao país nos próximos dias.

O Brasil também participa da força-tarefa. Na sexta-feira (26), uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) pousou na Venezuela transportando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados para auxiliar nas buscas por sobreviventes.

 

A aeronave KC-390 Millennium que transportou cerca de 12 toneladas de materiais de apoio utilizados em missões de emergência, além de profissionais especializados que atuam nas áreas mais afetadas pelo desastre – Foto: Reprodução

 

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com intervalo inferior a um minuto e tiveram epicentro na região de El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas. A baixa profundidade dos abalos ampliou o impacto na superfície, provocando o colapso de edifícios e severos danos em diversas cidades.

La Guaira, no litoral próximo à capital, concentra o maior nível de destruição e segue como principal foco das operações de resgate. Desde a tragédia, o país já registrou cerca de 430 réplicas sísmicas, enquanto as chances de localizar sobreviventes diminuem com o passar dos dias, aumentando a preocupação das autoridades e das equipes de emergência.