
Avião foi fretado por equipe que realizava paraquedismo – Foto: Jean-Christophe Verhaegen/AFP
Onze pessoas morreram na manhã deste domingo (28) após a queda de uma aeronave utilizada por uma escola de paraquedismo em Tomblaine, município localizado na região de Meurthe-et-Moselle, no nordeste da França. O avião caiu instantes depois da decolagem do aeroporto de Nancy-Essey, sem deixar sobreviventes.
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Segundo a prefeitura local, estavam a bordo o piloto, cinco instrutores de paraquedismo e cinco participantes que realizariam um salto de iniciação, conhecido na França como “batismo de paraquedismo”. A aeronave, registrada na Alemanha, caiu cerca de 300 metros após deixar a pista.
De acordo com relatos de testemunhas divulgados pela imprensa francesa, o motor da aeronave teria parado de funcionar poucos segundos após a decolagem. Moradores afirmaram não ter visto explosão nem incêndio antes do impacto, que ocorreu quase na vertical, espalhando destroços sobre uma ciclovia próxima a uma área residencial.
A tragédia mobilizou um grande aparato de emergência. Bombeiros, equipes médicas, policiais e psicólogos foram enviados ao local para atender familiares das vítimas e testemunhas que acompanhavam o embarque no aeroporto. Muitos parentes assistiram à queda da aeronave, o que tornou a ocorrência ainda mais traumática.
O prefeito da região de Meurthe-et-Moselle, Yves Séguy, informou que o Centro Operacional Departamental (COD) foi imediatamente ativado para coordenar as ações de resgate e investigação. Segundo ele, por poucos metros o avião não atingiu um supermercado, residências e vias movimentadas.
“Se a aeronave tivesse caído alguns metros adiante, o acidente poderia ter provocado dezenas de vítimas em solo”, declarou o representante do governo regional.
A imprensa francesa também informou que parte das vítimas integrava um grupo de enfermeiros liberais da região de Nancy que havia organizado a atividade como uma experiência de lazer. A informação foi confirmada por Thierry Pechey, presidente do Conselho da Ordem dos Enfermeiros Liberais de Meurthe-et-Moselle, que afirmou que os participantes fariam seu primeiro salto de paraquedas acompanhados por instrutores especializados.
O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, e o ministro dos Transportes, Philippe Tabarot, deslocaram-se até Tomblaine para acompanhar os trabalhos das equipes de emergência. A Polícia Nacional isolou toda a área do acidente e pediu que moradores evitassem circular nas proximidades para facilitar o trabalho dos socorristas.
As causas da queda ainda permanecem desconhecidas. A investigação ficará a cargo do Ministério Público francês, com apoio da Gendarmaria de Transportes Aéreos e dos especialistas do Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil (BEA), responsável pelas apurações de acidentes aeronáuticos na França.
Entre as hipóteses que serão analisadas estão uma possível falha mecânica durante a subida inicial e as condições meteorológicas. Autoridades ressaltaram, entretanto, que ainda é cedo para estabelecer qualquer relação entre o acidente e a forte onda de calor que atinge parte da Europa. A região de Nancy registrou temperaturas excepcionalmente elevadas nas últimas 24 horas.
Segundo veículos franceses, este é considerado o mais grave acidente envolvendo uma aeronave de paraquedismo registrado na França nas últimas três décadas. A investigação deverá analisar os destroços da aeronave, registros de manutenção, histórico de voo e demais evidências antes da divulgação de um relatório preliminar.
