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Saúde

Anvisa autoriza retomada da produção da Ypê e libera parte dos produtos suspensos

Itens fabricados a partir de abril voltam a ser comercializados, enquanto lotes produzidos até março permanecem bloqueados por precaução sanitária.


Detergentes da marca Ypê – Foto: Reprodução

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada imediata das atividades da unidade industrial da Ypê, localizada em Amparo, no interior de São Paulo. A decisão também libera a comercialização e o uso de determinados produtos fabricados pela empresa a partir de 1º de abril de 2026.

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Entre os itens liberados estão lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes identificados por lotes com final “1”, desde que produzidos após a data estabelecida pela agência reguladora.

A autorização foi concedida após uma nova inspeção realizada por equipes da Anvisa em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária. Durante a fiscalização, foram avaliadas as medidas corretivas implementadas pela fabricante desde a suspensão parcial das operações, determinada no início de maio.

De acordo com a agência, a empresa apresentou avanços significativos na adequação dos processos produtivos e atendeu a exigências consideradas essenciais para garantir a segurança dos produtos colocados no mercado.

Apesar da liberação parcial, a restrição permanece válida para os produtos fabricados até 31 de março de 2026 que possuam lotes terminados em “1”. Esses itens continuam proibidos para venda, distribuição e uso até a conclusão das análises técnicas em andamento.

A orientação da Anvisa é que consumidores e estabelecimentos mantenham os produtos suspensos armazenados em local seguro, sem descarte imediato. A liberação definitiva dependerá da apresentação de laudos emitidos por laboratórios credenciados.

Em comunicado, a Ypê informou que segue colaborando com as autoridades sanitárias e destacou que consumidores que possuam produtos ainda bloqueados podem solicitar troca ou ressarcimento por meio dos canais oficiais de atendimento.

A crise envolvendo a fabricante teve início após inspeções identificarem falhas em etapas críticas da produção, levantando riscos de contaminação microbiológica. O caso levou à suspensão preventiva de mais de 100 lotes de produtos e à adoção de um amplo plano de correção por parte da empresa.

Com a retomada das atividades da fábrica e a liberação parcial dos produtos, a expectativa é que o abastecimento do mercado seja normalizado gradualmente, enquanto as análises dos lotes ainda suspensos continuam sob acompanhamento da Anvisa.