
Foto: Reprodução/Folhapress
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta quarta-feira (22), reajustes nas tarifas de energia para oito distribuidoras que atuam em nove estados brasileiros. A medida deve impactar diretamente cerca de 46,7 milhões de consumidores e reforça a tendência de alta no custo da eletricidade em todo o país.
A previsão da agência é de um aumento médio de 8% em 2026, valor superior à inflação estimada para o período . Em alguns casos, os reajustes são ainda mais expressivos, chegando a 18,9%, dependendo da distribuidora e da região atendida.
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Embora o reajuste aprovado atinja diretamente estados do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, o cenário preocupa também moradores do Amazonas e de toda a Região Norte. Isso porque o sistema elétrico nacional é interligado e sofre influência de custos gerais, como encargos setoriais e subsídios à geração de energia.
Entre os principais fatores que pressionam as tarifas estão os incentivos a fontes renováveis, como a geração distribuída — especialmente por meio de painéis solares — além de custos de transmissão e compra de energia. Esses elementos têm contribuído para elevar o valor final pago pelo consumidor.
Especialistas apontam que, mesmo onde não há reajuste imediato, como no Amazonas, os reflexos podem ser sentidos ao longo do tempo, seja por revisões tarifárias futuras ou pela aplicação de encargos nacionais.
O aumento da conta de luz também é visto como um desafio para o governo federal, já que impacta diretamente o custo de vida da população e pode influenciar o cenário econômico nos próximos anos.
