
A Operação Compliance Zero, tem o objetivo de investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e de invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa – Foto: Reprodução/PF/DF
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a quarta fase da Operação Compliance Zero, ampliando o cerco a um esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro que já vinha sendo investigado desde 2024.
As ações ocorrem no Distrito Federal e em São Paulo, com o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A operação tem como foco aprofundar a coleta de provas e identificar novos integrantes da organização criminosa.
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Esquema sofisticado e ramificado
Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada em diferentes frentes, incluindo:
- fraudes no sistema financeiro;
- pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos;
- ocultação de patrimônio por meio de empresas de fachada;
- possível uso de mecanismos para obstrução de justiça.
Apurações indicam ainda a existência de núcleos distintos dentro da organização, com funções específicas, como articulação financeira, cooptação de servidores e lavagem de dinheiro.
Origem do caso: fraudes bilionárias
A Operação Compliance Zero teve início em novembro de 2025, quando a Polícia Federal passou a investigar a emissão de títulos de crédito considerados irregulares dentro do sistema financeiro nacional.
Há suspeitas de que essas operações possam ter gerado prejuízos bilionários, com estimativas que chegam a cerca de R$ 17 bilhões em ativos supostamente fraudulentos.
O caso envolve o Banco Master e operações financeiras consideradas de alto risco e sem lastro adequado, segundo as autoridades.
Fases anteriores e impacto
A operação já teve desdobramentos significativos:
- 1ª fase (nov/2025): foco em fraudes financeiras e emissão de créditos irregulares, com prisões e buscas em vários estados.
- 2ª fase (jan/2026): bloqueio de bens superiores a R$ 5,7 bilhões e aprofundamento das investigações sobre organização criminosa.
- 3ª fase (mar/2026): prisão do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, além de outros investigados e apreensões relevantes.
Decisões judiciais também determinaram o bloqueio de valores que podem chegar a R$ 22 bilhões, além do afastamento de investigados de cargos públicos.
Suspeitas de crimes mais amplos
Além de corrupção e lavagem de dinheiro, a investigação passou a incluir suspeitas de:
- manipulação de mercado financeiro;
- acesso indevido a sistemas sigilosos;
- monitoramento e intimidação de adversários, incluindo jornalistas e autoridades.
Esses elementos reforçam a hipótese de atuação de uma organização criminosa com alto grau de sofisticação e influência institucional.
Novos desdobramentos
Informações recentes indicam que a nova fase pode atingir figuras relevantes do sistema financeiro e da administração pública, incluindo ex-dirigentes de instituições. Há relatos de prisões adicionais, como a de um ex-presidente de banco público, ainda não detalhadas oficialmente pela PF.
A operação segue sob relatoria no STF, o que indica a presença de investigados com foro privilegiado.
Próximos passos
A Polícia Federal informou que as investigações continuam em andamento e novas fases não estão descartadas. O foco agora é rastrear o fluxo do dinheiro, consolidar provas e responsabilizar todos os envolvidos no esquema.
Até o momento, a corporação não divulgou a lista completa dos alvos desta etapa.
